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domingo, 3 de maio de 2026

GOOD BOY – TERAPIA DE CHOQUE (GOOD BOY / HEEL ) de Jan Komasa

Um jovem criminoso é raptado por uma família que vive isolada no campo; aí vão obrigá-lo a reabilitar-se e a tornar-se uma melhor pessoa. Claro, que a família tem as suas razões para o fazer. 

O realizador Jan Komasa dirige aqui um thriller dramático e tenso, por vezes tocando o cinema de terror, conseguindo nos manipular. Confesso que o clássico LARANJA MECÂNICA veio-me várias vezes à cabeça, pelo que acredito que tenha inspirado o realizador. Ao contrário desse filme, este tem um lado humano e comovente, que contrasta com o lado negro da história. 

Um excelente elenco dá vida aos personagens e não se envergonhem se eles os fizerem derramar uma lágrima ou duas.

Classificação: 7 (de 1 a 10)


BOA SORTE, DIVERTE-TE, NÃO MORRAS (GOOD LUCK, HAVE FUN, DON’T DIE) de Gore Verbinski

Num restaurante em Los Angeles, chega um homem que diz vir do futuro e que precisa de ajuda para salvar o mundo da inteligência artificial; um pequeno grupo de clientes acaba por ser voluntário à força e espera-os uma estranha noite. 

Esta comédia de ficção científica  é uma estranha maluquice, com algumas ideias engraçadas, cenas “creepy” como a dos estudantes agarrados aos telemóveis, coisas disparatadas e mensagem moralista: larguem a Internet e as redes sociais. 

Devia ser mais divertido, mas Sam Rockwell e o resto do elenco estão em sintonia com o espírito da coisa.

Classificação: 6 (de 1 a 10)


GRITOS 7 (SCREAM 7) de Kevin Williamson



















Neve Campbell (o cheque deve ter sido chorudo) está de volta à saga do SCREAM, naquele que para mim é o filme mais fraco da série. Sim, prega sustos e tem umas mortes criativas, mas é mais do mesmo. Os novos personagens são praticamente “carne para o Ghostface”, o argumento preguiçoso e algumas coisas são praticamente inverosímeis. 

Mas sabem uma coisa? Diverti-me.

Classificação: 4 (de 1 a 10)


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

OS FILMES DE JANEIRO 2026

Neste longo mês de Janeiro estrearam em Lisboa 27 filmes de ficção (não contabilizei os documentários), o que dá cada quase um filme por dia. Talvez sejam filmes a mais, não sei...

Se me perguntassem o que diria dos filmes deste mês, diria que (na minha opinião) foi o mês do “feel good” em matéria de cinema. Aqui ficam uns breves comentários sobre o que vi em Janeiro:

28 ANOS DEPOIS: O TEMPLO DOS OSSOS (28 YEARS LATER: THE BONE TEMPLE) de Nia DaCosta

A nova sequela desta saga é mais sobre a terrível natureza humana do que sobre zombies. O filme vale sobretudo pela excelente interpretação de Ralph Fiennes e é por vezes gratuito na sua carnificina. Não é o melhor da saga, mas vê-se bem.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

AS CORES DO TEMPO (LA VENUE DE L’AVENIR) de Cédric Klapisch

Nesta comédia dramática, um grupo de desconhecidos são herdeiros de uma casa abandonada onde acabam por descobrir a história da família que desconheciam. Entre o passado e o presente vamos conhecendo e simpatizando com os personagens, com o grande Monet a ajudar à festa. Um dos filmes “feel good” do mês.

Classificação: 7 (de 1 a 10)

A CRIADA (HOUSEMIAD) de Paul Feig

Confesso, não li o famoso livro de Freida McFadden, mas diverti-me imenso com este thriller onde Amanda Seyfried está perfeita e onde nem tudo é o que parece. Suspense suficiente para nos mantermos agarrados ao ecrã e diria que, apesar da violência, é na realidade um “feel good” filme.

Classificação: 7 (de 1 a 10)

FAMÍLIA DE ALUGUER (RENTAL FAMILY) de Hikari

Um actor americano em crise profissional e pessoal (Brendan Fraser está óptimo), a viver no Japão, aceita trabalhar para uma empresa que proporciona famílias de aluguer a gente desesperada. O resultado é humano, sensível, com um bom sentido de humor e, sim, lágrimas e aquele sentimento de “feel good”. Uma agradável surpresa!

Classificação: 7 (de 1 a 10)

A GRANDE ELEANOR (ELANOR THE GREAT) de Scarlett Johansson

Quem diria que a actriz Scarlett Johansson seria capaz de nos dar um retrato tão humano sobre a terceira idade, onde uma velhota (uma inesquecível June Squibb) dada a inventar histórias se vê metida numa grande alhada. Sensível e com um apurado sentido de humor, foi o melhor filme que vi este mês e claro que é “feel good”!

Classificação: 8 (de 1 a 10)

INCÓGNITO (PLAINCLOTHES) de Carmen Emmi (Filmin)

Tom Hardy é um polícia à paisana especialista em seduzir e apanhar gays em flagrante delito nas casas-de-banho públicas; mas um dia apaixona-se por um deles, Russell Tovey. Tem um argumento bem construído, sem cair em clichés ou lamechices, sempre pontuado com algum humor e carregado de tensão. Mas o ponto forte é a química sexual entre Hardy eTovey, verdadeiramente “caliente”!

Classificação: 7 (de 1 a 10)

LIZA MINNELLI: A INCRÍVEL E ABSOLUTAMENTE VERDADEIRA HISTÓRIA (LIZA: A TRULY TERRIFIC ABSOLUTELY TRUE STORY) de Bruce David Klein 

Filha de dois grandes nomes do cinema, Judy Garland e Vincente Minnelli, Liza Minnelli é um dos grandes nomes do “show business” e nesta fantástico documentário, se ainda não sabiam, fica-se a perceber por quê. Liza é uma actriz sem igual, tendo brilhado nos palcos, no cinema e na televisão. Um verdadeiro ícone! Espero que com este brilhante documentário as novas gerações a descubram e não se esqueçam que é “Liza com um Z”.

Classificação: 9 (de 1 a 10)

MARTY SUPREME de Josh Safdie

Bem, este filme livremente inspirado numa história verídica sobre um jogador de ténis de mesa, é capaz de ser um dos filmes mais hiperativos dos últimos anos, ao ponto de ser por vezes irritantemente histérico e de visão desconfortável. O personagem principal (um extraordinário Timothée Chalamet) é verdadeiramente odioso e os personagens que o rodeiam não são melhores.

Classificação: 7 (de 1 a 10)

MATA-TE AMOR (DIE MY LOVE) de Lynne Ramsay

Verdade, a Jennifer Lawrence faz muito bem este tipo de papéis, em que a personagem vai enlouquecendo ao longo da história sempre com resultados imprevisíveis. O filme parece por vezes não ter grande assunto e arrasta-se por mais tempo do que era necessário, vale por ela e é sempre bom reencontrar Sissy Spacek

Classificação: 4 (de 1 a 10)

MIROIRS NO.3 de Christian Petzold

Um drama psicológico sobre perdas e procuras. Uma vítima de um acidente de carro é acolhida por uma mulher solitária e a vida de ambas nunca mais será a mesma. O ritmo lento pode afastar muita gente, mas há uma tensão constante que torna a visão do filme quase compulsiva.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

PESSOAS QUE CONHECEMOS NAS FÉRIAS (PEOPLE WE MEET ON VACATION) de Brett Haley (Netflix)

Emily Bader e Tom Blyth são o casal romântico nesta comédia sobre os encontros e desencontros de dois amigos. Claro que faz lembrar o superior WHEN HARRY MET SALLY, mas tem graça, os actores têm química e tem aquele sentimento de “feel good” de que eu tanto gosto.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

PRIMATE (PRIMATE) de Johannes Roberts

Um macaco raivoso espalha o terror e a morte neste filme, onde os teenagers do costume são “carne para canhão” e onde o gore brilha. A seu favor tem suspense e tensão suficiente para nos prender às cadeiras. Os, tal como eu, fãs do terror vão gostar.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

PONTO DE RUPTURA (THE RIP) de Joe Carnahan (Netflix)

Após o assassinato de uma agente policial, um pequeno grupo de agentes vê-se numa situação que envolve a descoberta de barris cheios de dinheiro e onde todos são suspeitos. Matt Damon e Ben Affleck reencontram-se neste thriller tenso, onde o melhor é o argumento.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

SALON KITTY - O BORDEL DOS NAZIS (SALON KITTY) de Tinto Brass (Filmin)

Produto típico de década de 70, aos anos que queria ver este filme e finalmente consegui. Muita gente nua, sexo soft-core, nazis mauzões, interpretações histéricas, numa história verídica onde um bordel virou covil de espiões nazis. Não é bom, mas é um “guilty pleasure” que se vê com um sorriso nos lábios e com a noção que hoje não fariam um filme destes.

Classificação: 4 (de 1 a 10)

SOCORRO (SEND HELP) de Sam Raimi

O realizador Sam Raimi está de volta e trás consigo Rachel McAdams, uma das mais versáteis actrizes da sua geração que ainda não conseguiu o sucesso que merece. Aqui ela é a rainha da “selva”, numa espécie de filme de terror cuja moral é: cuidado com quem subestimas e ninguém muda. Divertido e violento como só Raimi sabe fazer... e um pouco de “feel good”. 

Classificação: 6 (de 1 a 10)

SONG SUNG BLUE de Craig Brewer

Hugh Jackman e Kate Hudson são um par feito no céu neste drama musical sobre um casal que se tornou famoso pelos espectáculos que faziam de homenagem a Neil Diamond. Muita música, muito drama... se não fosse verdade, diria que Hollywood tinha ido longe de mais com tanta tragédia.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

VALOR SENTIMENTAL (AFFEKSJONSVERDI) de Joachim Trier

O reencontro dramático de um pai com as suas duas filhas, começa de forma bocejante, mas graças ao irrepreensível elenco depressa me conquistou. Fez-me lembrar os filmes de Ingmar Bergman, com tempos mortos mas com mais emoção. 

Classificação: 7 (de 1 a 10)


terça-feira, 23 de abril de 2024

GUERRA CIVIL (Civil War) de Alex Garland

A História: Num futuro próximo, os Estados Unidos vivem uma guerra civil que coloca os americanos uns contra os outros. Uma pequena equipa de jornalistas parte de Nova Iorque rumo a Washington, onde esperam conseguir entrevistar o Presidente antes da queda da Casa Branca.

O Elenco: Kirsten Dunst (a moça está envelhecida), Wagner Moura, Stephen McKinley Henderson e a jovem Cailee Spaeny, formam o quarteto que acompanhamos de coração nas mãos. Mas é Dunst quem mais brilha como a repórter veterana que já viu demasiada morte na sua vida.

O Filme: Para mim este drama de guerra é o melhor filme de Alex Garland. Ele faz algo brilhante, nunca nos revela qual o lado bom e o lado mau da guerra. Usando imagens fortes, por vezes chocantes, mas nunca gratuitas, dá-nos um retrato assustador, visto sempre pelo lado humano e nunca se esquecendo de pequenos apontamentos de humor. Numa das cenas, um soldado é interrogado se tem ideia de que lado está a pessoa contra quem ele está a disparar, se já pensou que podem estar do mesmo lado... Um filme angustiante!

Vale a Pena Ver? Um filme que não podia ser mais actual; que nos mostra uma terrível realidade de que podemos não estar muito longe. Importante ver!

Classificação: 8 (de 1 a 10)




terça-feira, 9 de abril de 2024

O GÉNIO DO MAL: O INÍCIO (The First Omen) de Arkasha Stevenson

A História: Uma jovem noviça vai para um convento em Roma, sem saber que a igreja está a planear o nascimento do anticristo, na esperança que assim consigam ganhar mais seguidores para a sua religião, e que ela tem um papel importante nos seus planos.

O Elenco: Nell Tiger Free convence como a jovem noviça e está bem secundada por Sonia Braga, Bill Nighy, Ralph Ineson. Mas não há nenhuma interpretação digna de nota alta.

O Filme: Apesar de previsível, a história é interessante e prestava-se a ser uma boa prequela ao original, mas a ausência de suspense, o facto das mortes serem praticamente cópias das do filme original e a má montagem não ajudam. Algumas cenas arrastam-se sem necessidade, sem tensão e o final era dispensável. Acima de tudo, falta-lhe o sentido de sobrenatural do GÉNIO DO MAL (The Omen).

Vale a Pena Ver? É preferível verem o original de 1976 e as suas duas sequelas, mas o filme até que está a ser bem recebido, portanto o defeito deve ser meu.

Classificação: 5 (de 1 a 10)

segunda-feira, 1 de abril de 2024

GODZILLA x KONG: O NOVO IMPÉRIO (Godzilla x Kong: O Novo Império) de Adam Wingard

A História: King Kong e Godzilla veêm-se obrigados a lutar lado a lado contra a terrível ameaça que é o Skar King, outro macaco gigante.

O Elenco: Felizmente os actores não levam os seus papéis muito a sério, mas são secundários perante os monstros/criaturas que povoam e muito bem este filme. O mau da fita. Skar King, é um dos melhores vilões que tenho visto nos últimos tempos.

O Filme: Confesso que não ia à espera de grande coisa e fiquei agradavelmente surpreendido. O realizador Adam Wingard, que não me tinha convencido com o seu GODZILLA VS. KONG, consegue a proeza de nos dar uma boa sequela, onde o espírito da aventura e do fantástico estão bem vivos. Sim, tal como no novo GHOSTBUSTERS, é tudo digital e o vilão quer congelar o planeta (deve ser a nova moda), mas aqui não me chateou o CGI.

Vale a Pena Ver? Quem goste de monstros, de certeza que vai encontrar aqui muito que lhe agrade e são cerca de duas horas de pura diversão.

Classificação: 7 (de 1 a 10)




domingo, 7 de maio de 2023

GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL.3 (Guardians of the Galaxy Volume 3) de James Gunn

Ainda a tentar ultrapassar a morte de Gamora, Peter Will e seus amigos vêm-se obrigados a lutar contra o High Evolutionary para salvarem a vida de Rocket. No passado, este foi vítima das experiências do High Evolutionary e este quere-o de volta.

Farto como estou dos filmes da Marvel, foi com apreensão que fui ver o terceiro e, dizem, último capítulo dos GUARDIÕES DA GALÁXIA, que são os meus super-heróis preferidos. Pois é tive uma agradável surpresa, que me fez esquecer o menos interessante VOL. 2, e que tem a grande vantagem de viver por si próprio, sem necessitar das confusões do universo da Marvel.

O realizador/argumentista James Gunn, dá-nos aqui o filme mais negro da saga. As cenas com os animais vítimas do High Evolutionary são muito incomodativas, mas ao mesmo tempo revelam-nos três deliciosas novas criaturas que conquistam o nosso coração, são elas Lylla, Teefs e Floor. Quanto ao High Evolutionary, é um dos terríveis vilões da Marvel, um verdadeiro cientista louco, a que Chukwudi Iwuji dá todo o seu talento.

Este VOL. 3 é também o mais emotivo filme da saga, demonstrando um grande cuidado com as relações de amizade entre os personagens. Mas não se preocupem, o espírito de cinema de aventuras e de ficção científica está bem vivo aqui, com muita diversão, humor, acção e suspense! O elenco está todo à altura do que lhes é pedido e, se ficarem mesmo até ao final dos créditos, vão descobrir que provavelmente alguns dos personagens vão ter direito a novos filmes.

Para mim, este é já um dos grandes filmes do ano e superior quase a todos da Marvel, com excepção para o VOL.1. Não percam!

Classificação: 8 (de 1 a 10)









sexta-feira, 10 de março de 2023

GRITOS 6 (Scream VI) de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett

As manas Carpenter, Sam e Tara, e os outros sobreviventes aos ataques do Ghostface do capítulo anterior, vivem agora em Nova Iorque, imaginando que o pior ficou para trás. Mas afinal o Ghostface também se mudou e está cheio de vontade de os esquartejar a todos.

Vamos lá começar por uma breve pergunta/resposta. 1 – Este capítulo 6 trás alguma coisa de novo à saga? Não. É mais do mesmo. 2 – Os personagens são mera “carne para canhão”? Sim. E os novos podem ter os dias contados. 3 – Os crimes são visualmente mais fortes? Sim, sem dúvida, são deliciosamente violentos! 4 – Tem momentos de suspense? Curiosamente, mais emocionante do que noutros capítulos. 5 – A mudança de cenário para Nova Iorque vale a pena? Sem dúvida, a cena de abertura e a sequência do metropolitano provam isso. 6 – Há surpresas no desfecho final? Claro, ou isto não seria um verdadeiro SCREAM. 7 – Leva-se a sério? Nada disso, continua a gozar com o cinema do género e com a própria série. 8 – Vale a pena ir ver? Claro, para mim é o melhor de toda a saga (dantes era o capítulo 2).

Agora em jeito de resumo. Chamem-lhe o que quiserem, sequela, remake, prequela, requela ou saga, na realidade é um bom filme do género, divertido e com boas cenas de suspense. Quanto à identidade do assassino/a/e, nada vou dizer... ou será que é mais que um? Apesar de não ter necessidade de durar 123 minutos, prende-nos a atenção do princípio ao fim... e não se esqueçam que há uma cena no final de todos os créditos passarem (cerca de 5 minutos depois destes começarem). Última pergunta/resposta, recomendo o filme? Claro que sim e sem reservas. Vão e divirtam-se!

Classificação: 7 (de 1 a 10)










sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

JORGE VAI AOS FILMES: OS ÚLTIMOS FILMES DE 2022
















Antes de me debruçar sobre as minhas usuais listas dos melhores do ano, aqui vai uma rápida viagem pelos últimos filmes que vi em 2022.

OS FABELMANS (The Fabelmans) de Steven Spielberg – o regresso à boa forma de Steven Spielberg, num filme auto-biográfico sobre a sua infância e adolescência, que é uma fabulosa carta de amor ao cinema. Um elenco notável (Óscar para Michelle Williams?) num filme com momentos mágicos que só são possíveis de se viverem no escuro de uma sala de cinema. A não perder!  – Classificação: 8 (de 1 a 10)

GLASS ONION: UM MISTÉRIO KNIVES OUT (Glass Onion: A Knives Out Mystery) de Rian Johnson – o detective privado Benoit Blanc (Daniel Craig) está de volta em mais um divertido “whodunit”, desta vez passado numa luxuosa mansão numa ilha mediterrânea e com um colorido grupo de personagens. Fiquei com a ideia de que os actores se divertiram mais a fazer o filme que eu a vê-lo, mas gostei do que vi e só tenho pena de ter logo desconfiado de quem seria “culpado” – Classificação: 6 (de 1 a 10)

GUILLERMO DEL TORO’S PINOCCHIO de Guillermo del Toro e Mark Gustafson – com uma notável banda sonora e visualmente brilhante, este é a versão mais negra deste clássico da literatura. Del Toro e Mark Gustafson estão, felizmente, a milhas de distância da insonsa nova versão da Disney e dão-nos uma nova interpretação da história, com um humor e uma magia muito próprias. Não ficarei surpreendido se ganhar o Óscar para Melhor Filme de Animação e tem uma canção, “Better Tomorrows”, que simplesmente adorei!  – Classificação: 7 (de 1 a 10)

I WANNA DANCE WITH SOMEBODY de Kasi Lemmons – Whitney Houston leva o tratamento biográfico de Hollywood, numa versão mais doce do que foi a sua vida real. O filme é essencialmente uma homenagem emocional a essa grande voz e nesse campo não falha. Preparem-se para se sentirem emocionados com alguns dos números musicais e Naomi Ackie vai bem como a famosa diva – Classificação: 7 (de 1 a 10)

AS LINHAS TORTAS DE DEUS (Los Renglones Torcidos de Dios) de Oriol Paulo – uma jornalista (Bárbara Lennie) dá entrada num hospital psiquiátrico fingindo-se de “louca”, na realidade está a investigar um crime... Bem, nem tudo é o que parece neste thriller espanhol, onde a cada “linha” somos surpreendidos e baralhados. Com suspense suficiente para nos manter presos ao ecrã e um excelente elenco, aconselho a quem gosta de bons mistérios – Classificação: 7 (de 1 a 10)

MATILDA (Roald Dahl’s Matilda the Musical) de Matthew Warchus – o grande sucesso dos palcos de Londres recebe uma imaginativa adaptação cinematográfica, curiosamente dirigida pelo responsável pelo musical teatral, Matthew Warchus. Ele dá nova vida ao musical e o filme segue-se com um sorriso nos lábios e Emma Thompson, como a terrível Mrs. Trunchbull, rouba o filme ao restante elenco. Um bom musical! – Classificação: 7 (de 1 a 10)

WHITE NOISE de Noah Baumbach – o dia a dia de uma banal família americana, onde os pais se preocupam com a morte, um vírus ameaçador paira no ar, novos medicamentos têm efeitos secundários indesejáveis e onde os finais felizes acontecem no supermercado. Uma comédia que faz rir e pensar ao mesmo tempo, com um ritmo um pouco lento para o meu gosto, mas bem escrita e com um elenco em perfeita sintonia com o espírito do filme – Classificação: 6 (de 1 a 10)