Etiquetas

Mostrar mensagens com a etiqueta S. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta S. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de junho de 2026

STAR WARS: THE MANDALORIAN AND GROGU de Jon Favreau

O Mandalorian e o Grogu têm como missão resgatar o filho de Jabba the Hutt e entregá-lo aos seus tios, com o fim destes revelarem a identidade de um membro do antigo Império. Mas depressa percebem que há mais em jogo...   

Prontos para mais um filme da interminável saga do STAR WARS? Estejam ou não, aqui está mais um, este “nascido” da série de televisão THE MANDALORIAN. Se, como eu, são fãs da série, acho que vão gostar deste filme, que na realidade é como se fosse um episódio longo da mesma. 

O universo do STAR WARS está cá todo, com a eterna ameaça do Império (já não há paciência) a pairar no ar. Confesso que, por momentos, pensei que iria ser mais uma politiquice, mas o realizador Jon Favreau optou pelo espírito da aventura e disso eu gosto. 

Temos muitas criaturas, naves, perseguições, porrada, explosões... nada de novo, mas é bom para entreter. O melhor é a sequência (com os dois protagonistas praticamente sozinhos) passada na floresta do planeta onde vivem os Hutt.

Pedro Pascal é sempre bom de se ver, Sigourney Weaver é sempre bem-vinda, mas ambos são ofuscados pelo pequeno Grogu.

Classificação: 6 (de 1 a 10)



sábado, 16 de maio de 2026

AS OVELHAS DETETIVES (THE SHEEP DETECTIVES) de Kyle Balda

George é um pastor solitário que adora as suas ovelhas, para quem lê romances policiais. Quando um dia ele morre em estranhas circunstâncias, as ovelhas decidem armar-se em detectives e ajudar a polícia a descobrir o assassino.

A ideia pode parecer absurda, um “whodunit” com ovelhas? Mas sabem uma coisa, funciona, funciona mesmo muito bem. O realizador Kyle Balda (MINIONS) dá-nos uma comédia misteriosa, divertida, comovente (as lágrimas vieram-me aos olhos) e com uma inocência que há muito não via no cinema. O argumento, baseado num livro, está bem construído e, acreditem ou não, não descobri a identidade do/a assassino/a.

No elenco humano, que inclui Hugh Jackman e Emma Thompson, sobressaem Nicholas Galitzzine como o jornalista e, principalmente, Nicholas Braun como o polícia meio-tonto. Mas o filme pertence por direito às ovelhas e estas são brilhantes; apesar de ser estranho falarem, esse facto é esquecido ao fim de segundos e facilmente somos conquistados por elas. Até fiquei a pensar em adoptar uma ovelha...

PS: Adoro os cartazes das ovelhas inspirados noutros filmes.

Classificação: 7 (de 1 a 10)



domingo, 3 de maio de 2026

SONHOS (DREAMS) de Michel Franco

Uma americana rica e filantropa envolve-se com um bailarino mexicano, que com a sua ajuda entra nos Estados Unidos sem documentos. Mas quando este não aceita viver “escondido” as coisas complicam-se. 

Temos aqui um drama de forte componente erótica onde Jessica Chastain brilha como uma mulher obcecada e ressabiada, capaz de tudo para ter o que quer. A seu lado Isaac Hernández é o objecto de desejo e um excelente bailarino. A acção corre lentamente, num crescendo de tensão que não adivinha nada de bom para ambos os protagonistas. A questão da emigração ilegal é tratada de uma forma muito pessoal, mas na mesma revoltante.

Classificação: 6 (de 1 a 10)


SALTITÕES (HOPPERS) de Daniel Chong

Uma jovem que adora animais e que está disposta a tudo para salvar um pequeno lago, “rouba” uma nova tecnologia e consegue meter a sua mente no corpo de um castor robot. Assim disfarçada, tenta convencer os animais de uma floresta próxima a ajudarem-na, com resultados imprevisíveis. 

Não é o melhor filme de animação da Pixar, mas revela-nos um divertido mundo animal e tem dois bons vilões. Para além de toda a diversão, há uma mensagem ecológica importante e uma lagrimazita ao canto do olho. Os miúdos vão gostar e os adultos não se vão aborrecer.

Classificação: 6 (de 1 a 10)


GRITOS 7 (SCREAM 7) de Kevin Williamson



















Neve Campbell (o cheque deve ter sido chorudo) está de volta à saga do SCREAM, naquele que para mim é o filme mais fraco da série. Sim, prega sustos e tem umas mortes criativas, mas é mais do mesmo. Os novos personagens são praticamente “carne para o Ghostface”, o argumento preguiçoso e algumas coisas são praticamente inverosímeis. 

Mas sabem uma coisa? Diverti-me.

Classificação: 4 (de 1 a 10)


SE EU TIVESSE PERNAS DAVA-TE UM PONTAPÉ (IF I HAD LEGS I’D KICK YOU) de Mary Bronstein



















Em grandes planos que enchem o ecrã, Rose Byrne é uma mulher/mãe à beira de um ataque de nervos, a tentar lidar com a doença da filha (praticamente e habilmente sempre fora de câmara), com a ausência do marido, a loucura dos seus pacientes, obras em casa e o seu esgotamento nervoso. 

É um drama estranho, por vezes surreal, que causa angústia, faz rir e que mexe com o nosso sistema nervoso. Voltando a Byrne, é uma verdadeira revelação!

Classificação: 6 (de 1 a 10)


SEM ALTERNATIVA (EOJJEOLSUGA EOBSDA / NO OTHER CHOICE) de Park Chan-Wook

Nesta comédia negra, um pai de família é despedido e, com o intuito de conseguir novo emprego, decide “despachar” a concorrência. A ideia é boa e vindo de quem vem ia à espera de algo muito bom, mas fiquei decepcionado. O filme arrasta-se por mais de duas horas com um humor que me passou a lado e achei as personagens todas demasiado exageradas. Talvez o problema seja cultural e eu não tenha compreendido o humor...

Classificação: 4 (de 1 a 10)


SHELBY OAKS de Chris Stuckmann



















Uma mulher, cuja irmã desapareceu há uns anos enquanto filmava uma assombração, tem novas pistas sobre o seu possível paradeiro e decidi investigar sozinha. 

O filme começa na linha do “found footage”, mas depressa deixa essa vertente e opta pela abordagem tradicional. Não é muito bom, mas tem uma atmosfera “creepy”, provoca alguns calafrios e tem em Camille Sullivan uma protagonista convincente. Mas tinha potencial para ser melhor.

Classificação: 5 (de 1 a 10)


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

OS FILMES DE JANEIRO 2026

Neste longo mês de Janeiro estrearam em Lisboa 27 filmes de ficção (não contabilizei os documentários), o que dá cada quase um filme por dia. Talvez sejam filmes a mais, não sei...

Se me perguntassem o que diria dos filmes deste mês, diria que (na minha opinião) foi o mês do “feel good” em matéria de cinema. Aqui ficam uns breves comentários sobre o que vi em Janeiro:

28 ANOS DEPOIS: O TEMPLO DOS OSSOS (28 YEARS LATER: THE BONE TEMPLE) de Nia DaCosta

A nova sequela desta saga é mais sobre a terrível natureza humana do que sobre zombies. O filme vale sobretudo pela excelente interpretação de Ralph Fiennes e é por vezes gratuito na sua carnificina. Não é o melhor da saga, mas vê-se bem.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

AS CORES DO TEMPO (LA VENUE DE L’AVENIR) de Cédric Klapisch

Nesta comédia dramática, um grupo de desconhecidos são herdeiros de uma casa abandonada onde acabam por descobrir a história da família que desconheciam. Entre o passado e o presente vamos conhecendo e simpatizando com os personagens, com o grande Monet a ajudar à festa. Um dos filmes “feel good” do mês.

Classificação: 7 (de 1 a 10)

A CRIADA (HOUSEMIAD) de Paul Feig

Confesso, não li o famoso livro de Freida McFadden, mas diverti-me imenso com este thriller onde Amanda Seyfried está perfeita e onde nem tudo é o que parece. Suspense suficiente para nos mantermos agarrados ao ecrã e diria que, apesar da violência, é na realidade um “feel good” filme.

Classificação: 7 (de 1 a 10)

FAMÍLIA DE ALUGUER (RENTAL FAMILY) de Hikari

Um actor americano em crise profissional e pessoal (Brendan Fraser está óptimo), a viver no Japão, aceita trabalhar para uma empresa que proporciona famílias de aluguer a gente desesperada. O resultado é humano, sensível, com um bom sentido de humor e, sim, lágrimas e aquele sentimento de “feel good”. Uma agradável surpresa!

Classificação: 7 (de 1 a 10)

A GRANDE ELEANOR (ELANOR THE GREAT) de Scarlett Johansson

Quem diria que a actriz Scarlett Johansson seria capaz de nos dar um retrato tão humano sobre a terceira idade, onde uma velhota (uma inesquecível June Squibb) dada a inventar histórias se vê metida numa grande alhada. Sensível e com um apurado sentido de humor, foi o melhor filme que vi este mês e claro que é “feel good”!

Classificação: 8 (de 1 a 10)

INCÓGNITO (PLAINCLOTHES) de Carmen Emmi (Filmin)

Tom Hardy é um polícia à paisana especialista em seduzir e apanhar gays em flagrante delito nas casas-de-banho públicas; mas um dia apaixona-se por um deles, Russell Tovey. Tem um argumento bem construído, sem cair em clichés ou lamechices, sempre pontuado com algum humor e carregado de tensão. Mas o ponto forte é a química sexual entre Hardy eTovey, verdadeiramente “caliente”!

Classificação: 7 (de 1 a 10)

LIZA MINNELLI: A INCRÍVEL E ABSOLUTAMENTE VERDADEIRA HISTÓRIA (LIZA: A TRULY TERRIFIC ABSOLUTELY TRUE STORY) de Bruce David Klein 

Filha de dois grandes nomes do cinema, Judy Garland e Vincente Minnelli, Liza Minnelli é um dos grandes nomes do “show business” e nesta fantástico documentário, se ainda não sabiam, fica-se a perceber por quê. Liza é uma actriz sem igual, tendo brilhado nos palcos, no cinema e na televisão. Um verdadeiro ícone! Espero que com este brilhante documentário as novas gerações a descubram e não se esqueçam que é “Liza com um Z”.

Classificação: 9 (de 1 a 10)

MARTY SUPREME de Josh Safdie

Bem, este filme livremente inspirado numa história verídica sobre um jogador de ténis de mesa, é capaz de ser um dos filmes mais hiperativos dos últimos anos, ao ponto de ser por vezes irritantemente histérico e de visão desconfortável. O personagem principal (um extraordinário Timothée Chalamet) é verdadeiramente odioso e os personagens que o rodeiam não são melhores.

Classificação: 7 (de 1 a 10)

MATA-TE AMOR (DIE MY LOVE) de Lynne Ramsay

Verdade, a Jennifer Lawrence faz muito bem este tipo de papéis, em que a personagem vai enlouquecendo ao longo da história sempre com resultados imprevisíveis. O filme parece por vezes não ter grande assunto e arrasta-se por mais tempo do que era necessário, vale por ela e é sempre bom reencontrar Sissy Spacek

Classificação: 4 (de 1 a 10)

MIROIRS NO.3 de Christian Petzold

Um drama psicológico sobre perdas e procuras. Uma vítima de um acidente de carro é acolhida por uma mulher solitária e a vida de ambas nunca mais será a mesma. O ritmo lento pode afastar muita gente, mas há uma tensão constante que torna a visão do filme quase compulsiva.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

PESSOAS QUE CONHECEMOS NAS FÉRIAS (PEOPLE WE MEET ON VACATION) de Brett Haley (Netflix)

Emily Bader e Tom Blyth são o casal romântico nesta comédia sobre os encontros e desencontros de dois amigos. Claro que faz lembrar o superior WHEN HARRY MET SALLY, mas tem graça, os actores têm química e tem aquele sentimento de “feel good” de que eu tanto gosto.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

PRIMATE (PRIMATE) de Johannes Roberts

Um macaco raivoso espalha o terror e a morte neste filme, onde os teenagers do costume são “carne para canhão” e onde o gore brilha. A seu favor tem suspense e tensão suficiente para nos prender às cadeiras. Os, tal como eu, fãs do terror vão gostar.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

PONTO DE RUPTURA (THE RIP) de Joe Carnahan (Netflix)

Após o assassinato de uma agente policial, um pequeno grupo de agentes vê-se numa situação que envolve a descoberta de barris cheios de dinheiro e onde todos são suspeitos. Matt Damon e Ben Affleck reencontram-se neste thriller tenso, onde o melhor é o argumento.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

SALON KITTY - O BORDEL DOS NAZIS (SALON KITTY) de Tinto Brass (Filmin)

Produto típico de década de 70, aos anos que queria ver este filme e finalmente consegui. Muita gente nua, sexo soft-core, nazis mauzões, interpretações histéricas, numa história verídica onde um bordel virou covil de espiões nazis. Não é bom, mas é um “guilty pleasure” que se vê com um sorriso nos lábios e com a noção que hoje não fariam um filme destes.

Classificação: 4 (de 1 a 10)

SOCORRO (SEND HELP) de Sam Raimi

O realizador Sam Raimi está de volta e trás consigo Rachel McAdams, uma das mais versáteis actrizes da sua geração que ainda não conseguiu o sucesso que merece. Aqui ela é a rainha da “selva”, numa espécie de filme de terror cuja moral é: cuidado com quem subestimas e ninguém muda. Divertido e violento como só Raimi sabe fazer... e um pouco de “feel good”. 

Classificação: 6 (de 1 a 10)

SONG SUNG BLUE de Craig Brewer

Hugh Jackman e Kate Hudson são um par feito no céu neste drama musical sobre um casal que se tornou famoso pelos espectáculos que faziam de homenagem a Neil Diamond. Muita música, muito drama... se não fosse verdade, diria que Hollywood tinha ido longe de mais com tanta tragédia.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

VALOR SENTIMENTAL (AFFEKSJONSVERDI) de Joachim Trier

O reencontro dramático de um pai com as suas duas filhas, começa de forma bocejante, mas graças ao irrepreensível elenco depressa me conquistou. Fez-me lembrar os filmes de Ingmar Bergman, com tempos mortos mas com mais emoção. 

Classificação: 7 (de 1 a 10)


segunda-feira, 4 de março de 2024

NO WAY UP – SEM SAÍDA (No Way Up) de Claudio Fäh

A História: Um avião cai no pacífico e um grupo de sobreviventes tenta manter-se vivo, tendo que lutar contra tubarões enquanto o oxigénio vai desaparecendo e a água vai subindo dentro da cabine que se submerge..

O Elenco: Veteranos (Colm Meaney e Phyllis Logan) e novatos (Sophie McIntosh, Will Attenborough, Manuel Pacific, Jeremias Amoore e Grace Nettle) fazem o que podem com os seus personagens, tentando captar a nossa empatia.

O Pior do Filme: A situação pedia mais tensão e suspense.

O Melhor do Filme: A queda do avião, apesar de pouco verosímil, está bem conseguida e não aconselho a sua visão a quem tenha medo de andar de avião.

Veredicto Final: O cinema-catástrofe foi um subgénero prolifero nos anos 70/80 e, entre os seus títulos, o AEROPORTO e suas sequelas marcaram forte presença. Por coincidência, tal como no presente filme, no AEROPORTO 77 o avião também caía no mar, mas não havia tubarões. Sempre gostei deste tipo de filmes, sendo o melhor o A TORRE DO INFERNO, por isso foi com alguma expectativa que assisti a este NO WAY UP e não é nada mau. A história segue-se com interesse, não há pontos mortos e, a partir do momento que deixamos a credibilidade de parte, é cerca de hora e meia bem passada. Quem gosta do género vai achar piada e dá para matar saudades.

Classificação: 5 (de 1 a 10)




segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

AS MATINÉS DO MEDO - PARTE 2: COBRAS VENENOSAS (Sssssss) de Bernard L. Kowalski

COBRAS VENENOSAS (Sssssss) de Bernard L. Kowalski – EUA/1973

Elenco: Strother Martin, Dirk Benedict, Heather Menzies, Richard B. Shull, Tim O’Connor, Jack Ging, Kathleen King, Reb Brown • Argumento: Hal Dresner & Daniel C. Striepeke • Produção: Richadr D. Zanuck & David Brown • Realizador: Bernard L. Kowalski

O cartaz da estreia em Lisboa, em 1974, com uma cobra a sair da boca de uma mulher, fascinou-me e fiquei sempre com vontade de ver o filme. Consegui finalmente vê-lo em 1977, numa matiné no Palácio Foz. Foi o segundo título de uma semana dedicada ao terror, sendo os outros: QUE DEMÓNIOS SE OCULTAM NA ESCURIDÃO (Who Slew Auntie Roo),LUA VERMELHA (Asylum / House of Crazies), O ABOMINÁVEL DR. PHIBES (The Abominable Dr Phibes) e A LENDA DA CASA ASSOMBRADA (The Legend of Hell House).

Com muita pena minha, não recordo de haver nenhuma cena igual à ilustrada no cartaz, ou seja, era um cartaz enganador. Mesmo assim gostei do filme e, ao contrário do que pensava, não tinha nada a ver com cobras venenosas a matarem, estrangularem e comerem pessoas (a imaginação de um jovem de 13 é muito fértil), se bem que tinha os seus momentos do género.

Recorrendo ao IMDB para avivar a minha memória, que por acaso neste caso não está nada mal, o filme conta-nos a história de David, um jovem estudante à procura de emprego, contratado pelo Dr. Stoner para o ajudar nas suas experiências com cobras. Entretanto o moço apaixona-se pela filha do Dr., a bonita Kristina. O que ele não sabe é que o simpático Dr. inventou um soro que pode transformar um homem numa King Cobra e que planeia usar David como cobaia, ou será que até já começou a sua experiência?

O papel do Dr. Stoner era interpretado por Strother Martin um veterano de muitos westerns e de séries de televisão. A sua filha era interpretada por Heather Menzies, cujo papel mais conhecido era o de Louisa von Trapp em THE SOUND OF MUSIC e que voltaria ao terror no PIRANHA do Joe Dante. Por fim, no papel de David, tínhamos o bonitão do Dirk Benedict antes de se tornar famoso como o Tenente Starbuck na série BATTLESTAR GALACTICA e o Templeton “Faceman” Peck da série THE A-TEAM. Os três convenciam nos seus papéis e era uma pena ver ao que o acontecia ao pobre David.

Tenho ideia de que os efeitos especiais não eram muito bons, mas em termos de maquilhagem, a avaliar por algumas fotos que aqui partilho, era mais credível do que muito do que se faz hoje com CGI. Um dos responsáveis pela maquilhagem foi John Chambers, quem viria a ganhar um Óscar honorário pelo seu trabalho no PLANET OF THE APES e um prémio Saturn pela versão dos anos 70 do THE ISLAND OF DR, MOREAU (com Burt Lancaster e Michael York). Quanto ao realizador Bernard L. Kowalski, foi um nome importante da televisão, responsável por, entre outras, séries como BARETTA e MISSION: IMPOSSIBLE; quanto a filmes, só me recordo de ver na televisão o seu KRAKATOA: EAST OF JAVA, de que na altura gostei muito.

Nunca mais vi este SSSSSSS e não sei se sobrevive ao teste do tempo, mas pelo menos tinha uma história original e um casal de protagonistas simpáticos. Acho que é um daqueles filmes esquecidos no tempo, mas que até podia servir de tema a uma nova versão.