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domingo, 5 de julho de 2026

DIA D: SOB PRESSÃO (PRESSURE) de Anthony Maras

Não fazia a mínima ideia que o Dia D, aquele que levou à derrota da Alemanha Nazi, tinha estado dependente da previsão das condições do tempo. A pressão recai toda sobre as costas de James Stagg, um especialista em meteorologia, e do General Eisenhower.

É verdade, todos sabemos que o Dia D aconteceu, mas mesmo assim o realizador Anthony Maras consegue criar um filme tenso, com suspense e emoção. Os personagens, a acção, parecem estar sempre a um segundo de explodirem. Da primeira à última imagem, estamos presos ao grande ecrã.

Um elenco fantástico torna tudo muito realista. Como James Stagg, Andrew Scott continua a revelar-se um dos melhores actores da actualidade e quem diria que Brendan Fraser, aqui como Eisenhower, se viria transformar num belíssimo actor. No meio de um elenco quase 100% masculino, Kerry Condon é excelente como a assistente de Eisenhower.

Se gostam de filmes de guerra ou históricos, este é dos melhores que tenho visto e um dos melhores filmes deste ano.

Classificação: 8 (de 1 a 10)







quinta-feira, 18 de junho de 2026

O DIA DA REVELAÇÃO (DISCLOSUSE DAY) de Steven Spielberg











Daniel tem em seu poder documentos secretos que provam a existência de vida noutros planetas e, com o apoio de um tal Hugo, pretendem revelar a verdade ao mundo. Claro que os “maus da fita” querem travá-los, mas com a ajuda inesperada de Margaret, a menina da meteorologia, eles talvez tenham uma chance de revelar tudo.

Steven Spielberg está de volta à ficção-científica e só temos a ganhar com isso. Não diria que este é um dos seus melhores filmes, mas ainda assim é muito bom. Emoção, aventura, suspense, humor, está cá tudo em doses recomendáveis. Claro que duas horas e meia de filme é muito tempo e talvez não houvesse necessidade, mas vale sobretudo pela excelência do elenco, onde Emily Blunt brilha como a grande e versátil actriz que é. Blunt é, para mim, a melhor coisa do filme e adorava vê-la nomeada para o Óscar. A seu lado, Josh O’Connor continua a conquistar com segurança e talento o seu lugar na ribalta. A secundá-los Colin Firth (a tentar ser o mau da fita), Colman Domingo e Eve Hewson vão muito bem.

Mais que um filme de ficção-científica, diria que é uma experiência quase religiosa, pois a fé tem um lugar muito importante na história e, tal como nos X FILES, a verdade anda aí e todos merecemos sabê-la. Num mundo repleto de “notícias falsas” era bom que houvesse alguém que viesse repôr a verdade.

Classificação: 7 (de 1 a 10)









domingo, 3 de maio de 2026

O DIABO VESTE PRADA 2 (THE DEVIL WEARS PRADA 2) de David Frankel

A reputação da fabulosa e terrível Miranda Priestly, bem como da revista em que trabalha, está a ser posta em causa e então cabe a Andy Sachs, agora uma jornalista bem cotada, tentar salvar a situação. Mas ela e Miranda vão ter muito mais coisas com que se preocupar.

Vinte anos depois do primeiro filme, a mesma equipa está de volta com uma sequela que, para mim, está praticamente ao nível do primeiro. É divertido, foca assuntos actuais, tem um os dois momentos lamechas e, em termos de produção, é tudo muito cuidado.

Mas o mais importante é o elenco, e as três fabulosas estão de volta e, ao contrário de Stanley Tucci, parecem não ter envelhecido muito. Como sempre, Meryl Streep consegue dizer tudo com um simples olhar, mas Anne Hathaway e Emily Blunt estão à sua altura e as três divertem-se muito. 

Não é um novo clássico, nem uma grande comédia, mas sabe sempre bem ver um elenco destes no grande ecrã e passar cerca de duas horas na sua companhia.

Classificação: 6 (de 1 a 10)


SONHOS (DREAMS) de Michel Franco

Uma americana rica e filantropa envolve-se com um bailarino mexicano, que com a sua ajuda entra nos Estados Unidos sem documentos. Mas quando este não aceita viver “escondido” as coisas complicam-se. 

Temos aqui um drama de forte componente erótica onde Jessica Chastain brilha como uma mulher obcecada e ressabiada, capaz de tudo para ter o que quer. A seu lado Isaac Hernández é o objecto de desejo e um excelente bailarino. A acção corre lentamente, num crescendo de tensão que não adivinha nada de bom para ambos os protagonistas. A questão da emigração ilegal é tratada de uma forma muito pessoal, mas na mesma revoltante.

Classificação: 6 (de 1 a 10)


CASO 137 (DOSSIER 137) de Dominik Moll

A Stéphanie, uma investigadora policial, é atribuído o caso de um jovem que foi alvejado indevidamente (ou talvez não) pela polícia. 

Inspirado num caso real, é um drama que depressa capta o nosso interesse. Os problemas que Stéphanie enfrenta para apurar a verdade, aliados à atitude defensiva dos polícias visados, são muito enervantes e causam revolta. Diria que o realizador Dominik Moll nos manipula, pondo-nos do lado dela, mas ao mesmo tempo até parece que pode haver uma justificação para os actos dos polícias... 

Sem dúvida um filme que dá que pensar e que tem em Léa Drucker uma excelente actriz, justamente premiada com o César para Melhor Actriz. Recomendo!

Classificação: 7 (de 1 a 10)


OS DOMINGOS (LOS DOMINGOS) de Alauda Ruiz de Azúa

Quando a jovem Ainara anuncia à sua família que quer ir para freira, as reações não são as melhoras e os conflitos familiares multiplicam-se. 

Este drama, entre muitos outros prémios, foi o grande vencedor dos Goya (os Óscars espanhóis) deste ano, cinco no total incluindo Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actriz (Patricia López Arnaiz). 

Quando o tema é a religião e a fé, as opiniões divergem muito e julgo que a realizadora do filme tem uma posição parecida com a minha; ou seja, a fé é muito bonita, mas o fanatismo não e quando alguém começa a dizer que Deus fala com ela, é sempre de desconfiar. O filme levanta questões pertinentes e morais, praticamente obrigando-nos a tomar um dos lados, sendo muito eficaz e, por vezes, revoltante. 

O elenco é todo muito bom, com destaque para Patricia López Arnaiz, fantástica como a tia descrente.

Classificação: 7 (de 1 a 10)


O DRAMA (THE DRAMA) de Kristoffer Borgli

Emma e Charlie estão prestes a casar-se, mas, quando durante um jogo, ela revela um segredo do seu passado, as coisas complicam-se. 

Temos aqui uma comédia negra que aborda um assunto quase tabu, os tiroteios nas escolas norte-americanas, e que consegue o equilíbrio certo entre o incomodativo e o humorístico. A dar vida ao apaixonado casalito temos Zendaya e Robert Pattinson, ambos em grande forma e talvez nos dando aqui as melhores interpretações das suas carreiras. 

No final fica uma pergunta no ar: “se fosse comigo como é que eu iria reagir?”

Classificação: 7 (de 1 a 10)


10 DANÇAS (TEN DANCE) de Keishi Otomo

Shinya Suzuki é especialista em danças latino-americanas (samba, rumba, etc), Shinya Sugiki é especialista em danças clássicas (valsa, foxtrot, etc) e são uma espécie de rivais. Um dia, Sugiki desafia Suzuki para competirem no “10 Danças”, propondo que cada um ensine ao outro (e às suas parceiras) o tipo de dança em que são especialistas. Durante as aulas apaixonam-se um pelo outro.

O universo das danças de salão serve de cenário a uma história de amor contida e o resultado é agradável à vista e ao coração. Nos papéis principais, Ryoma Takeuchi e Keita Machida não podiam ser mais diferentes, um “caliente” o outro “frio”, mas quando dançam juntos o erotismo e a sensualidade transpiram por todos os seus poros e, claro, acabamos a torcer para que o seu amor se concretize. Tudo isto com muita dança e a “pirosice” associada ao universo das danças de salão. Gostei!

Classificação: 6 (de 1 a 10)


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

OS FILMES DE JANEIRO 2026

Neste longo mês de Janeiro estrearam em Lisboa 27 filmes de ficção (não contabilizei os documentários), o que dá cada quase um filme por dia. Talvez sejam filmes a mais, não sei...

Se me perguntassem o que diria dos filmes deste mês, diria que (na minha opinião) foi o mês do “feel good” em matéria de cinema. Aqui ficam uns breves comentários sobre o que vi em Janeiro:

28 ANOS DEPOIS: O TEMPLO DOS OSSOS (28 YEARS LATER: THE BONE TEMPLE) de Nia DaCosta

A nova sequela desta saga é mais sobre a terrível natureza humana do que sobre zombies. O filme vale sobretudo pela excelente interpretação de Ralph Fiennes e é por vezes gratuito na sua carnificina. Não é o melhor da saga, mas vê-se bem.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

AS CORES DO TEMPO (LA VENUE DE L’AVENIR) de Cédric Klapisch

Nesta comédia dramática, um grupo de desconhecidos são herdeiros de uma casa abandonada onde acabam por descobrir a história da família que desconheciam. Entre o passado e o presente vamos conhecendo e simpatizando com os personagens, com o grande Monet a ajudar à festa. Um dos filmes “feel good” do mês.

Classificação: 7 (de 1 a 10)

A CRIADA (HOUSEMIAD) de Paul Feig

Confesso, não li o famoso livro de Freida McFadden, mas diverti-me imenso com este thriller onde Amanda Seyfried está perfeita e onde nem tudo é o que parece. Suspense suficiente para nos mantermos agarrados ao ecrã e diria que, apesar da violência, é na realidade um “feel good” filme.

Classificação: 7 (de 1 a 10)

FAMÍLIA DE ALUGUER (RENTAL FAMILY) de Hikari

Um actor americano em crise profissional e pessoal (Brendan Fraser está óptimo), a viver no Japão, aceita trabalhar para uma empresa que proporciona famílias de aluguer a gente desesperada. O resultado é humano, sensível, com um bom sentido de humor e, sim, lágrimas e aquele sentimento de “feel good”. Uma agradável surpresa!

Classificação: 7 (de 1 a 10)

A GRANDE ELEANOR (ELANOR THE GREAT) de Scarlett Johansson

Quem diria que a actriz Scarlett Johansson seria capaz de nos dar um retrato tão humano sobre a terceira idade, onde uma velhota (uma inesquecível June Squibb) dada a inventar histórias se vê metida numa grande alhada. Sensível e com um apurado sentido de humor, foi o melhor filme que vi este mês e claro que é “feel good”!

Classificação: 8 (de 1 a 10)

INCÓGNITO (PLAINCLOTHES) de Carmen Emmi (Filmin)

Tom Hardy é um polícia à paisana especialista em seduzir e apanhar gays em flagrante delito nas casas-de-banho públicas; mas um dia apaixona-se por um deles, Russell Tovey. Tem um argumento bem construído, sem cair em clichés ou lamechices, sempre pontuado com algum humor e carregado de tensão. Mas o ponto forte é a química sexual entre Hardy eTovey, verdadeiramente “caliente”!

Classificação: 7 (de 1 a 10)

LIZA MINNELLI: A INCRÍVEL E ABSOLUTAMENTE VERDADEIRA HISTÓRIA (LIZA: A TRULY TERRIFIC ABSOLUTELY TRUE STORY) de Bruce David Klein 

Filha de dois grandes nomes do cinema, Judy Garland e Vincente Minnelli, Liza Minnelli é um dos grandes nomes do “show business” e nesta fantástico documentário, se ainda não sabiam, fica-se a perceber por quê. Liza é uma actriz sem igual, tendo brilhado nos palcos, no cinema e na televisão. Um verdadeiro ícone! Espero que com este brilhante documentário as novas gerações a descubram e não se esqueçam que é “Liza com um Z”.

Classificação: 9 (de 1 a 10)

MARTY SUPREME de Josh Safdie

Bem, este filme livremente inspirado numa história verídica sobre um jogador de ténis de mesa, é capaz de ser um dos filmes mais hiperativos dos últimos anos, ao ponto de ser por vezes irritantemente histérico e de visão desconfortável. O personagem principal (um extraordinário Timothée Chalamet) é verdadeiramente odioso e os personagens que o rodeiam não são melhores.

Classificação: 7 (de 1 a 10)

MATA-TE AMOR (DIE MY LOVE) de Lynne Ramsay

Verdade, a Jennifer Lawrence faz muito bem este tipo de papéis, em que a personagem vai enlouquecendo ao longo da história sempre com resultados imprevisíveis. O filme parece por vezes não ter grande assunto e arrasta-se por mais tempo do que era necessário, vale por ela e é sempre bom reencontrar Sissy Spacek

Classificação: 4 (de 1 a 10)

MIROIRS NO.3 de Christian Petzold

Um drama psicológico sobre perdas e procuras. Uma vítima de um acidente de carro é acolhida por uma mulher solitária e a vida de ambas nunca mais será a mesma. O ritmo lento pode afastar muita gente, mas há uma tensão constante que torna a visão do filme quase compulsiva.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

PESSOAS QUE CONHECEMOS NAS FÉRIAS (PEOPLE WE MEET ON VACATION) de Brett Haley (Netflix)

Emily Bader e Tom Blyth são o casal romântico nesta comédia sobre os encontros e desencontros de dois amigos. Claro que faz lembrar o superior WHEN HARRY MET SALLY, mas tem graça, os actores têm química e tem aquele sentimento de “feel good” de que eu tanto gosto.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

PRIMATE (PRIMATE) de Johannes Roberts

Um macaco raivoso espalha o terror e a morte neste filme, onde os teenagers do costume são “carne para canhão” e onde o gore brilha. A seu favor tem suspense e tensão suficiente para nos prender às cadeiras. Os, tal como eu, fãs do terror vão gostar.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

PONTO DE RUPTURA (THE RIP) de Joe Carnahan (Netflix)

Após o assassinato de uma agente policial, um pequeno grupo de agentes vê-se numa situação que envolve a descoberta de barris cheios de dinheiro e onde todos são suspeitos. Matt Damon e Ben Affleck reencontram-se neste thriller tenso, onde o melhor é o argumento.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

SALON KITTY - O BORDEL DOS NAZIS (SALON KITTY) de Tinto Brass (Filmin)

Produto típico de década de 70, aos anos que queria ver este filme e finalmente consegui. Muita gente nua, sexo soft-core, nazis mauzões, interpretações histéricas, numa história verídica onde um bordel virou covil de espiões nazis. Não é bom, mas é um “guilty pleasure” que se vê com um sorriso nos lábios e com a noção que hoje não fariam um filme destes.

Classificação: 4 (de 1 a 10)

SOCORRO (SEND HELP) de Sam Raimi

O realizador Sam Raimi está de volta e trás consigo Rachel McAdams, uma das mais versáteis actrizes da sua geração que ainda não conseguiu o sucesso que merece. Aqui ela é a rainha da “selva”, numa espécie de filme de terror cuja moral é: cuidado com quem subestimas e ninguém muda. Divertido e violento como só Raimi sabe fazer... e um pouco de “feel good”. 

Classificação: 6 (de 1 a 10)

SONG SUNG BLUE de Craig Brewer

Hugh Jackman e Kate Hudson são um par feito no céu neste drama musical sobre um casal que se tornou famoso pelos espectáculos que faziam de homenagem a Neil Diamond. Muita música, muito drama... se não fosse verdade, diria que Hollywood tinha ido longe de mais com tanta tragédia.

Classificação: 6 (de 1 a 10)

VALOR SENTIMENTAL (AFFEKSJONSVERDI) de Joachim Trier

O reencontro dramático de um pai com as suas duas filhas, começa de forma bocejante, mas graças ao irrepreensível elenco depressa me conquistou. Fez-me lembrar os filmes de Ingmar Bergman, com tempos mortos mas com mais emoção. 

Classificação: 7 (de 1 a 10)


domingo, 5 de maio de 2024

DUPLA OBSESSÃO (Mothers’ Instinct) de Benoît Delhomme

Um bom thriller com cheirinho a Hithcock, onde a amizade de duas mães é posta à prova quando o filho de uma delas morre. Uma é manipuladora, a outra psicótica, ou será ao contrário? 

Um verdadeiro duelo de duas excelentes actrizes, Anne Hathaway e Jessica Chastain (uma perfeita loira Hithcockiana), em plena posse dos seus grandes talentos. Sem spoilers, só gostava que a confrontação final fosse mais forte, mas fez-me lembrar os filmes da Bette Davis e Joan Crawford, entre outras. Recomendo!

Classificação: 7 (de 1 a 10)

 

segunda-feira, 4 de março de 2024

DUNA: PARTE DOIS (Dune:Part Two) de Denis Villeneuve

A História: Paul Atreides, com a ajuda de Chani e dos Fremen, procura vingar-se dos que destruíram a sua família, ao mesmo tempo que a sua mãe o proclama como uma espécie de profeta salvador.

O Elenco: Timothée Chalamet lidera com força um elenco notável onde se destacam Rebecca Ferguson como a sua mãe, Javier Bardem como Stilgar e um irreconhecível Austin Butler como Feyd-Rautha.

O Pior do Filme: Demasiada politiquice para o meu gosto.

O Melhor do Filme: Visualmente, o filme é deslumbrante em todos os sentidos.

Veredicto Final: Antes de mais um pequeno aparte, nunca li a obra de Frank Herbert. Quanto ao filme é tecnicamente perfeito e estou certo de que vai conquistar os fãs da obra, bem como os fãs do género. Sim, sou fã de ficção-cientifica, mas para mim falta aventura e fantasia ao filme. Por qualquer razão gostei mais da primeira parte, talvez porque achei essa parte da história mais interessante. Aqui a história de amor entre Paul e Chani não me convenceu, se calhar é essa a ideia do realizador e acho que falta alma e coração ao filme. Sim, é uma verdadeira epopeia, mas preciso de sentir-me envolvido na história e não senti. Acho que podia ser mais pequeno, mas pelo menos nunca é aborrecido.

Classificação: 6 (de 1 a 10)




quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

DOGMAN de Luc Besson

A História: Quando Douglas era puto o pai pô-lo a viver com os seus cães num canil, o que levou a que ele criasse uma relação muito especial com eles. Anos mais tarde, já um adulto, vive num edifício abandonado acompanhado dos seus cães, que o ajudam em roubos, ao mesmo tempo que ele actua como drag-queen.

O Elenco: No papel principal, Caleb Landry Jones é simplesmente excelente e merecia um Óscar; as suas actuações como drag-queen são fantásticas e a química que partilha com os cães é palpável. Escusado será dizer que os cães são todos muito convincentes.

O Pior do Filme: Sou um grande apreciador de suspense, mas esse falta aqui.

O Melhor do Filme: A cena em que Douglas encarna Edith Piaf no bar de drag-queens. Fabuloso!

Veredicto Final: Este é capaz ser um dos mais conseguidos filmes de Luc Besson, por vezes revoltante, por vezes comovente, mas sempre violento, muito violento. A história é contada por Douglas a uma psicóloga da polícia, pelo que sabemos que ele sobreviveu aos maus da fita, mas não deixa de ser interessante assistir a toda a essa sequência.

Classificação: 6 (de 1 a 10)




quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

DEIXAR O MUNDO PARA TRÁS (Leave the World Behind) de Sam Esmail

Uma família vai passar um fim de semana fora da cidade, num apartamento luxuoso, mas a meio da noite são visitados pelos donos da casa que procuram refúgio. Algo se passa, não há comunicações e as probabilidades de o país estar a ser alvo de um ataque “informático” são fortes.

Como fazer um filme catástrofe sobre o fim do mundo sem cair nas usuais grandes cenas de destruição e num festival de efeitos especiais? Pois o realizador/argumentista Sam Esmail parece ter encontrado a solução e o resultado é este filme inquietante em que ninguém, nem nós espectadores, sabe muito bem o que se passa. Sim, o filme é demasiado longo, mas graças ao bem escolhido elenco e aos diálogos, prende-nos a atenção desde o início e nem dei pelo tempo passar. Adorei a atmosfera e os eficazes momentos catástrofe. Um pouco mais de explicações era bem-vindo, pois as cenas com os veados deixam-nos com a sensação que algo mais se passa para além do possível ataque informático. Voltando ao elenco, destaque natural para Julia Roberts num papel que vai contra a sua imagem de marca. O mais assustador é pensar que algo deste tipo pode acontecer-nos a todos...

Classificação: 7 (de 1 a 10)




domingo, 13 de agosto de 2023

DRÁCULA: O DESPERTAR DO MAL (The Last Voyage of the Demeter) de André Øvredal

Um barco, Demeter, parte dos Cárpatos rumo a Inglaterra transportando no seu interior vários caixotes cheios de terra e, num deles, o Conde Drácula. Depressa a tripulação começa a ser atacada e a servir de alimento ao vampiro.

Quem leu o romance de Bram Stoker conhece a história do Demeter e o destino trágico da sua tripulação. A ideia de transformar essa passagem do livro num filme, não foi nada má e o resultado é um bom filme do género, que me fez lembrar os clássicos da Universal. A produção é cuidada, o elenco mais que razoável, os efeitos são bons, tem algum suspense e o Drácula tem um ar maléfico. O problema são os 10 minutos finais, que quase arruínam o filme, e um novo personagem, Clemens (uma espécie de Van Helsing); para não fugir a esta época de inclusão, Clemens trás para a história problemas relacionados com racismo, que não têm lugar aqui. Mas entre RENFIELD e este Demeter (o título português é muito triste), Drácula está de volta e isso é bom!

Curiosidade, o puto é o mesmo do COBWEB; chama-se Woody Norman e, coitado, espero que não tenha ficado traumatizado por fazer dois filmes de terror de seguida. 

Classificação: 6 (de 1 a 10)




terça-feira, 13 de junho de 2023

DO JEITO QUE ELAS QUEREM - UM NOVO CAPÍTULO (Book Club: The Next Chapter) de Bill Holderman

Quatro velhas amigas vão até Itália para a despedida de solteira de uma delas, com muitas peripécias e romance pelo meio.

Uma comédia que vale sobretudo pela presença de um quarteto de veteranas que continuam em forma (com mais ou menos operações plásticas), são elas Diane Keaton (igual a si própria), Jane Fonda (sempre em forma), Candice Bergen (em modo maluco) e Mary Steenburgen (a mais jovem do grupo). Para além delas, o filme serve de bilhete postal a Itália e consegue, por vezes, fazer-nos rir um pouco... mas não muito.

Classificação: 4 (de 1 a 10)



quinta-feira, 6 de abril de 2023

DUNGEONS & DRAGONS: HONRA ENTRE LADRÕES (Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves) de Jonathan M. Goldstein & John Francis Daley

Um pequeno grupo de “marginais” junta-se na tentativa de vencerem o mau da fita e, principalmente, a terrível feiticeira vermelha.

Confesso que não dava nada por este filme de fantasia e fui vê-lo sem grande vontade, e não é que fiquei surpreendido pela positiva! Pois é, este novo DUNGEONS & DRAGONS é um filme de aventuras que não se leva nada a sério, sendo uma lufada de ar fresco num género, Cinema Fantástico, que se tornou demasiado sério e chato. Sim, temos muito CGI, mas também temos cenários reais e os personagens são mais interessantes que os heróis da Marvel e DC todos juntos. Não é um grande filme, mas é muito bem-disposto e o elenco está à altura da “palhaçada”. Recomendo para quem vai ao cinema unicamente à procura de escape e diversão!

Classificação: 6 (de 1 a 10)