Etiquetas

segunda-feira, 6 de julho de 2026

CICLO FRANÇOIS TRUFFAUT NO NIMAS

Aproveitando o ciclo de cinema dedicado ao cineasta François Truffaut, um dos grandes responsáveis pela famosa “nouvelle vague”, que está a decorrer este mês no Cinema Nimas em Lisboa, decidi criar uma galeria com os cartazes portugueses (os que consegui encontrar) dos seus filmes. 

Nem todos estes filmes fazem parte do ciclo, mas pode ser que venham a fazer numa segunda fase.

As imagens são do meu arquivo pessoal e do Diário de Lisboa.











domingo, 5 de julho de 2026

DIA D: SOB PRESSÃO (PRESSURE) de Anthony Maras

Não fazia a mínima ideia que o Dia D, aquele que levou à derrota da Alemanha Nazi, tinha estado dependente da previsão das condições do tempo. A pressão recai toda sobre as costas de James Stagg, um especialista em meteorologia, e do General Eisenhower.

É verdade, todos sabemos que o Dia D aconteceu, mas mesmo assim o realizador Anthony Maras consegue criar um filme tenso, com suspense e emoção. Os personagens, a acção, parecem estar sempre a um segundo de explodirem. Da primeira à última imagem, estamos presos ao grande ecrã.

Um elenco fantástico torna tudo muito realista. Como James Stagg, Andrew Scott continua a revelar-se um dos melhores actores da actualidade e quem diria que Brendan Fraser, aqui como Eisenhower, se viria transformar num belíssimo actor. No meio de um elenco quase 100% masculino, Kerry Condon é excelente como a assistente de Eisenhower.

Se gostam de filmes de guerra ou históricos, este é dos melhores que tenho visto e um dos melhores filmes deste ano.

Classificação: 8 (de 1 a 10)







TOY STORY 5 de Andrew Stanton

Quando a pequena Bonnie recebe um iPad (de nome Lilypad) de presente, Jessie e os outros brinquedos vêem-se substituídos por essa máquina. Pior ainda, Bonnie tem dificuldade em dar-se com outras crianças e cabe a Jessie, Buzz, Woody e companhia resolverem a situação.

Esta continua a ser, provavelmente, a melhor série de animação da história do cinema e este quinto filme é uma delícia. Pegando num assunto muito actual, as crianças (se fossem só os mais pequenos) preferem estarem agarrados a um ecrã do que a conviver/brincar uns com os outros. Acredito que a solidão sentida por Bonnie é igual há de muitas crianças e só tenho pena que não haja uma troupe de brinquedos prontos a ajudar no mundo real. O filme pega neste assunto com humor, amor, sensibilidade e emoção. Tal como nos títulos anteriores da série, não me consegui conter e derramei umas lágrimas de alegria.

Como sempre, as vozes (vi a versão original) não podiam ser melhores e é um prazer revisitar esta colorida e inesquecível galeria de personagens. Puro entretenimento!

Classificação: 8 (de 1 a 10)








sábado, 4 de julho de 2026

HOKUM – A MALDIÇÃO OCULTA (HOKUM) de Damien McCarthy

Um escritor de novelas de terror vai até à Irlanda com o intuito de deixar lá as cinzas dos seus falecidos pais. Fica no hotel onde eles fizeram a lua de mel, mas depressa percebe que algo assombra os corredores escondidos do mesmo.

Aqui temos um filme de terror carregado de atmosfera, momentos que causam calafrios... a palavra certa para o descrever é “creepy”. Como eu gosto destas coisas! Assombrações, passagens secretas, personagens sinistras e, como não podia deixar de ser, algumas mortes, mas nada de gore e nem é preciso.

À frente do elenco, Adam Scott dá-nos uma das suas melhores interpretações, como o arrogante, insuportável e antipático escritor. Mas mesmo assim, ele consegue a proeza de nos fazer preocupar com o que lhe possa acontecer.

Diria que 2026 está a revelar-se um excelente ano para filmes de terror originais! 

Classificação: 7 (de 1 a 10)








MAGALHÃES (MAGELLAN) de Lav Diaz

Sabem, aqueles filmes que ao fim de dois minutos já sabemos que vai ser chato e desinteressante? Pois é este o caso e, durante as quase três horas de filmes, fui várias vezes tentado a desistir, mas estava fresquinho dentro da sala e fui ficando.

Os Descobrimentos Portugueses são ricos em histórias que poderiam dar grandes filmes, e acho que foi isso que eu fui à procura neste MAGALHÃES. Sim, conta-nos mais ou menos a história de Fernão Magalhães na sua última grande viagem. Mas fá-lo de forma demasiado parada, sem espírito de epopeia, aventura ou drama. Presumo que não era isso que interessava ao realizador Lav Diaz.

O que temos aqui é um filme (demasiado longo e parado) sobre os horrores do colonismo e, só no final, é que percebi que o assunto não era propriamente o Magalhães, mas sim a conquista da liberdade por parte de um escravo.

Perdoem-me, mas o elenco é muito mau e nem o geralmente excelente Gael García Bernal se safa. Julgo que lhe devem ter pago muito bem para aceitar o papel. Mas o problema deve ser meu, pois o filme até não está nada mal cotado no IMDb. Por isso, vão ver por vossa conta e risco.

Classificação: 1 (de 1 a 10)




segunda-feira, 29 de junho de 2026

POLSKA MOSTRA DE CINEMA POLACO

No dia 2 de Julho chega ao Cinema São Jorge a que julgo ser a primeira Mostra de Cinema Polaco em Lisboa. 

Deixo-vos aqui uma pequena galeria com os cartazes dos filmes que por lá vão passar, bem como umas breves palavras da organização da Polska Mostra.

"A Polska Mostra de Cinema Polaco é uma iniciativa organizada pela Embaixada da Polónia em Lisboa e pela Associação Il Sorpasso, com o objetivo de aproximar o público português da riqueza, diversidade e vitalidade da cinematografia polaca, tanto contemporânea como clássica.

De 2 a 5 de julho, no Cinema São Jorge, a mostra propõe uma viagem por algumas das vozes mais marcantes do cinema polaco, cruzando memória, história e contemporaneidade. O programa reúne estreias recentes, documentários premiados e obras fundamentais da história do cinema europeu, num diálogo entre gerações de cineastas e linguagens cinematográficas."

Mais informações no site: polskamostra.pt






quinta-feira, 18 de junho de 2026

O DIA DA REVELAÇÃO (DISCLOSUSE DAY) de Steven Spielberg











Daniel tem em seu poder documentos secretos que provam a existência de vida noutros planetas e, com o apoio de um tal Hugo, pretendem revelar a verdade ao mundo. Claro que os “maus da fita” querem travá-los, mas com a ajuda inesperada de Margaret, a menina da meteorologia, eles talvez tenham uma chance de revelar tudo.

Steven Spielberg está de volta à ficção-científica e só temos a ganhar com isso. Não diria que este é um dos seus melhores filmes, mas ainda assim é muito bom. Emoção, aventura, suspense, humor, está cá tudo em doses recomendáveis. Claro que duas horas e meia de filme é muito tempo e talvez não houvesse necessidade, mas vale sobretudo pela excelência do elenco, onde Emily Blunt brilha como a grande e versátil actriz que é. Blunt é, para mim, a melhor coisa do filme e adorava vê-la nomeada para o Óscar. A seu lado, Josh O’Connor continua a conquistar com segurança e talento o seu lugar na ribalta. A secundá-los Colin Firth (a tentar ser o mau da fita), Colman Domingo e Eve Hewson vão muito bem.

Mais que um filme de ficção-científica, diria que é uma experiência quase religiosa, pois a fé tem um lugar muito importante na história e, tal como nos X FILES, a verdade anda aí e todos merecemos sabê-la. Num mundo repleto de “notícias falsas” era bom que houvesse alguém que viesse repôr a verdade.

Classificação: 7 (de 1 a 10)









HUNGRY: 4 TONELADAS DE RAIVA (HUNGRY) de James Nunn











Um grupo de turistas numa tour pelos pântanos de Louisiana, para verem os crocodilos, acabam perdidos e começam a ser perseguidos por uma terrível hipopótamo, que está disposta a dar cabo deles todos.

Filmes com animais em fúria é um subgénero do cinema de terror, que tanto podem ser bons (OS PÁSSAROS, TUBARÃO, GRIZZLY) ou maus (BARRACUDA, PIRANHA 2). Este fica a meio caminho, não é bom, mas também não é mau. Tem a seu favor um grupo de actores (o nosso Joaquim de Almeida é um deles) razoáveis, que pouco mais são que “carne para canhão”... bem, neste caso “carne para hipopótamo”. 

O que eu gostei mais foi do cenário e tem um ou dois bons momentos de suspense. Julgo que se o realizador/argumentista James Nunn tivesse levado a coisa menos a sério, poderia ter sido melhor. 

Classificação: 4 (de 1 a 10)