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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

MOTELX 2026: OS CARTAZES

De hoje até 13 de Setembro no Cinema São Jorge, em Lisboa, decorre a 20ª edição do MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, onde há muitos filmes para ver.  

Como vem sendo meu hábito, aqui vos deixo uma galeria com cartazes de quase todos os filmes de longa-metragem que vão por lá passar. 

Para mais informações visitem o site do MOTELx.











sábado, 4 de julho de 2026

HOKUM – A MALDIÇÃO OCULTA (HOKUM) de Damien McCarthy

Um escritor de novelas de terror vai até à Irlanda com o intuito de deixar lá as cinzas dos seus falecidos pais. Fica no hotel onde eles fizeram a lua de mel, mas depressa percebe que algo assombra os corredores escondidos do mesmo.

Aqui temos um filme de terror carregado de atmosfera, momentos que causam calafrios... a palavra certa para o descrever é “creepy”. Como eu gosto destas coisas! Assombrações, passagens secretas, personagens sinistras e, como não podia deixar de ser, algumas mortes, mas nada de gore e nem é preciso.

À frente do elenco, Adam Scott dá-nos uma das suas melhores interpretações, como o arrogante, insuportável e antipático escritor. Mas mesmo assim, ele consegue a proeza de nos fazer preocupar com o que lhe possa acontecer.

Diria que 2026 está a revelar-se um excelente ano para filmes de terror originais! 

Classificação: 7 (de 1 a 10)








quinta-feira, 18 de junho de 2026

O DIA DA REVELAÇÃO (DISCLOSUSE DAY) de Steven Spielberg











Daniel tem em seu poder documentos secretos que provam a existência de vida noutros planetas e, com o apoio de um tal Hugo, pretendem revelar a verdade ao mundo. Claro que os “maus da fita” querem travá-los, mas com a ajuda inesperada de Margaret, a menina da meteorologia, eles talvez tenham uma chance de revelar tudo.

Steven Spielberg está de volta à ficção-científica e só temos a ganhar com isso. Não diria que este é um dos seus melhores filmes, mas ainda assim é muito bom. Emoção, aventura, suspense, humor, está cá tudo em doses recomendáveis. Claro que duas horas e meia de filme é muito tempo e talvez não houvesse necessidade, mas vale sobretudo pela excelência do elenco, onde Emily Blunt brilha como a grande e versátil actriz que é. Blunt é, para mim, a melhor coisa do filme e adorava vê-la nomeada para o Óscar. A seu lado, Josh O’Connor continua a conquistar com segurança e talento o seu lugar na ribalta. A secundá-los Colin Firth (a tentar ser o mau da fita), Colman Domingo e Eve Hewson vão muito bem.

Mais que um filme de ficção-científica, diria que é uma experiência quase religiosa, pois a fé tem um lugar muito importante na história e, tal como nos X FILES, a verdade anda aí e todos merecemos sabê-la. Num mundo repleto de “notícias falsas” era bom que houvesse alguém que viesse repôr a verdade.

Classificação: 7 (de 1 a 10)









HUNGRY: 4 TONELADAS DE RAIVA (HUNGRY) de James Nunn











Um grupo de turistas numa tour pelos pântanos de Louisiana, para verem os crocodilos, acabam perdidos e começam a ser perseguidos por uma terrível hipopótamo, que está disposta a dar cabo deles todos.

Filmes com animais em fúria é um subgénero do cinema de terror, que tanto podem ser bons (OS PÁSSAROS, TUBARÃO, GRIZZLY) ou maus (BARRACUDA, PIRANHA 2). Este fica a meio caminho, não é bom, mas também não é mau. Tem a seu favor um grupo de actores (o nosso Joaquim de Almeida é um deles) razoáveis, que pouco mais são que “carne para canhão”... bem, neste caso “carne para hipopótamo”. 

O que eu gostei mais foi do cenário e tem um ou dois bons momentos de suspense. Julgo que se o realizador/argumentista James Nunn tivesse levado a coisa menos a sério, poderia ter sido melhor. 

Classificação: 4 (de 1 a 10)





quarta-feira, 3 de junho de 2026

BACKROOMS – O LABIRINTO (BACKROOMS) de Kane Parsons

Clark, que trabalha numa loja/armazém de móveis, descobre um labirinto de salas por detrás de uma das paredes da cave do armazém. Quando este desaparece sem rasto, a sua terapeuta decide ir procurá-lo e descobre que ele falava a verdade sobre a existência do labirinto de salas.

Desconhecia e desconheço os vídeos de YouTube que estão na base deste novo filme e, até agora, o Kane Parsons era um ilustre estranho para mim, um daqueles que faço intenções de ser um fiel seguidor da sua promissora carreira cinematográfica.

Este BACKROOMS não é para toda a gente, pois é um objecto estranho, livre de várias interpretações. Tenho de confessar que após o prometedor princípio, quase que me deixei adormecer, mas depois despertei e deixei-me levar neste pesadelo, de onde parece não haver saída. Diria que os cenários são o principal protagonista deste filme, eles têm vida própria e a forma como disturbam os personagens é assustadora e sufocante, claustrofóbica. Que existe algo de vivo e perigoso naquele estranho labirintos de salas, portas e janelas, é mais que óbvio, mas o filme não é sobre mais uma criatura ou psicopata. 

Atrevo-me a dizer que é algo de diferente, que por vezes me fez lembrar os corredores do hotel do SHINING com um cheirinho de ficção-científica.

No elenco Chiwetel Ejiofo e Renate Reinsve convencem como os principais protagonistas encurralados não só naquelas salas, mas também nas suas vidas.

Entre o sonho e a realidade, é um novo conceito de filme de terror. Não será do agrado de toda a gente, mas eu gostei.  

Classificação: 7 (de 1 a 10)

















O PASSAGEIRO DO INFERNO (PASSENGER) de André Øvredal


Um jovem casal, que decide fazer vida pela estrada fora numa roulotte, assistem a um acidente e, a partir daí, começam a ser perseguidos por uma identidade maléfica que os quer matar.

O tema de perigo na estrada já foi abordado várias vezes no cinema de terror e noutros géneros, com bons e maus resultados. Este novo filme é um bom resultado.

Sem muito sangue, nem muitas mortes, o realizador mantém o suspense e a atmosfera do princípio ao fim, com alguns calafrios pelo caminho. O facto de o casal de protagonistas ser simpático ajuda à festa e preocupamo-nos pelo que lhes irá acontecer. A entidade malévola é suficientemente “creepy” para nos assombrar os sonhos e o final está à altura das expectativas.

Jacob Scipio e Lou Llobell vão bem como o casal e, num papel secundário, Melissa Leo dá-lhe todo o apoio que necessitam. Quanto ao dito Passageiro, acredito que possa voltar para mais umas viagens sombrias na estrada.

Classificação: 6 (de 1 a 10)