Acredito que, em 1972 esta história deve ter causado bastante polémica, hoje duvido que o faça. O realizador dá-nos um retrato carinhoso, talvez demasiado simplicista, sobre uma pessoa a tentar descobrir qual a sua verdadeira identidade. É fácil criar empatia com Adela e antipatia com a sua mãe, mas a sua relação nunca chega a ser devidamente dramatizada e o filme perde um pouco por isso. Depois, a interessante galeria de personagens queer que rodeiam Adela, incluindo um padre muito sexy (Paco León) e um interesse amoroso (Anna Castillo), é toda muito positiva… ou seja, gostaria que o filme fosse mais dramático, mas mesmo assim gostei.
No papel principal, Elisabeth Martínez (que, tal como a sua personagem, também é intersexual) tem aqui a sua estreia cinematográfica e vai bem no seu papel. O restante elenco, tem o talento e a naturalidade a que os actores espanhóis nos habituaram.
Um filme interessante, sobre um assunto raramente abordado.
Classificação: 6 (de 1 a 10)

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