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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

BLADE RUNNER 2049 de Denis Villeneuve

A História: K é incumbido de desvendar a verdade por detrás do nascimento de uma criança cuja existência pode modificar a vida de todos. A sua investigação leva-o até Rick Deckard, cujo paradeiro é desconhecido, mas há mais gente interessada na tal criança e em encontrar Rick.

Os Actores: Pois é, Ryan Gosling é um gajo giro, com uma atitude “cool” que se repete de filme para filme e que começa a tornar-se irritante. Neste filme está praticamente inexpressivo e quando contracena com o veterano Harrison Ford, este revela muito mais emoções que ele. Jared Leto também aparece, mas não marca presença. São as meninas, e giras que elas são, que mais chamam a atenção. Sykvia Hoeks é a “mázona” de serviço, Ana de Armas o doce holograma Joi e Mackenzie Davis uma compreensiva prostituta que me fez lembrar Daryl Hannah.

O Filme: Parece mentira que já foi há 35 anos que o BLADE RUNNER estreou e que este continua a influenciar o cinema do género; quase que se pode dizer que, pelo menos em termos visuais, houve cinema de ficção-científica antes do BLADE RUNNER e depois dele. Agora temos a sua sequela e duvido que tenha o mesmo impacto que o original.
Visualmente forte (o trabalho de fotografia de Roger Deakins é fantástico) e com um bom argumento, que levanta uma questão interessante (podem os androides terem filhos?), falta-lhe o lado de “film noir” que fazia toda a diferença no original. O personagem de Rick Deckard seguia as pisadas dos detectives personificados por Humphrey Bogart e a ligação entre eles e nós público era imediata. Isso não se passa aqui, o ar frio de K não criou empatia comigo e por isso o seu destino foi-me indiferente. Tecnicamente perfeito, falta-lhe um coração emocional que nos mantenha acordados durante quase três horas e não havia necessidade de ser tão longo. Bonito de ser ver, mas demasiado lento e sem suspense. Talvez levante questões filosóficas profundas, mas devia-o fazer de forma mais estimulante. Uma bonita decepção!

Classificação: 4 (de 1 a 10)










































































2 comentários:

  1. Concordo inteiramente consigo, Jorge. Vi agora o filme e por pouco não o abandonei a meio. O filme tem várias qualidades mas, para mim, é muito aborrecido. Vi FC bem melhor este ano nas salas.

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