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domingo, 22 de julho de 2018

MAMMA MIA! HERE WE GO AGAIN by Ol Parker

No meu blog JORGE'S PLACE, podem ler a minha opinião sobre esta sequela que nos leva de volta a à idílica ilha do original, tudo ao som de muitas canções dos Abba. Desculpem a mesma estar escrita em inglês.

É só clicarem aqui

terça-feira, 17 de julho de 2018

NO CORAÇÃO DA ESCURIDÃO (First Reformed) de Paul Schrader

Toller, cujo filho morreu na guerra, é o padre de uma pequena consagração, mas a sua fé já teve melhores dias. Quando um activista ecológico se suicida antes de um encontro com ele, Toller começa a achar que está na altura de fazer algo para preservar a obra de Deus, mais propriamente o planeta Terra.
Por uma vez o título português faz mais sentido que o original. Não há dúvida que os Estados Unidos estão a viver uma época muito negra e o retrato sombrio e austero que Paul Schrader nos dá aqui é um perturbador exemplo disso. Em ritmo lento (confesso que dormi nos primeiros minutos), a história vai desenrolando-se num crescendo que nos vai deixando cada vez mais incómodos, principalmente porque damos por nós a torcer sem remorsos por um possível acto terrorista. Ethan Hawke tem aqui o melhor desempenho da sua carreira, um bom homem torturado e perdido. Um aviso aos mais sensíveis, para o final as coisas tornam-se bastante intensas e o filme deixa-nos com uma pesada sensação de mau estar. O mundo está a desmoronar-se à nossa volta e sentimo-nos praticamente impotentes para reverter esse facto. 

Classificação: 7 (de 1 a 10)


quinta-feira, 12 de julho de 2018

O MEU AMIGO PETE (Lean on Pete) de Andrew Haigh

Charles é um jovem de 16 anos que perde o pai, ao mesmo tempo que se afeiçoa a um cavalo de corrida (o Pete do título), ao ponto de fugir com este. Nos seus filmes anteriores, WEEKEND e 45 YEARS, Andrew Haigh demonstrou ser um excelente director de actores e o seu ritmo lento de realização fazia sentido, mas não neste filme. Desenganem-se, Isto não é um filme sobre a comovente amizade entre um jovem e um cavalo, mas sim um retrato dramático sobre um jovem à procura de rumo para a sua vida. Acontece muita coisa nesta história, mas a sensação que tive ao chegar ao fim é que nada parece ter acontecido e que o filme nunca mais acabava. O jovem Charlie Plummer vai bem no seu papel, mas há algo no seu personagem que me afastou emocionalmente do filme. Tanto em WEEKEND como em 45 YEARS senti-me ligado aos personagens, mas aqui cheguei a uma altura que já não estava interessado no destino de Charles. O melhor é o retrato quase assustador de uma América interior, rude e “estupidifcada”.

Classificação: 2 (de 1 a 10)


NA PRAIA DE CHESIL (On Chesil Beach) de Dominic Cooke

Florence e Edward conhecem-se, apaixonam-se e casam-se, mas na noite de núpcias as coisas complicam-se. Em flashbacks, vamos sabendo a história de ambos ficando óbvio que não existe química sexual entre eles; a forma como ambos encaram o sexo vai para sempre marcar as suas vidas. No fundo, o sexo e a intimidade entre um casal são o tema principal e o realizador Dominic Cooper aborda-o de forma delicada, mas por vezes incomodativa. A belíssima fotografia de Sean Bobbitt dá ao filme uma aureola quase poética (as cenas na praia são muito boas). Nos papéis principais, Saiorse Ronan e Billy Howle são convincentes na sua relação, entre a amizade e o incómodo. Um interessante e original retrato sobre a sexualidade.

Classificação: 6 (de 1 a 10)


sábado, 7 de julho de 2018

OCEAN’S 8 de Gary Ross

A irmã de Danny Ocean, após ser posta em liberdade condicional, reúne um grupo de gajas com o fim de roubarem um valioso colar durante a gala do Metropolitan Museum em Nova Iorque. Os filmes anteriores reuniam um divertido elenco masculino, aqui temos um igualmente divertido elenco, mas desta vez no feminino. Apesar de um bocado “photoshopadas”, Sandra Bullock e Cate Blanchett convencem como as cabecilhas do grupo, mas Anne Hathaway e Helena Bonham Carter roubam-lhes o filme e juntas dão-nos uma cena irresistivelmente cómica: acontece num café, quando Hathaway decide convidar Carter para lhe desenhar um vestido... é de ir às lágrimas! O resto é bem-disposto e prende a nossa atenção do princípio ao fim.

Classificação: 6 (de 1 a 10)


THE INCREDIBLES: OS SUPER-HERÓIS (Incredibles 2) de Brad Bird

Quatro anos depois do original, chega-nos a sequela deste grande sucesso da Pixar. Desta vez, Mr. Incredible fica em casa a tomar conta dos filhos, enquanto a sua esposa, Mulher-Elástico, é escolhida para tentar mudar a opinião pública sobre os super-heróis. Parece assunto sério, mas não é. A história não está ao nível do original, mas as personagens continuam a estar muito bem construídos. Os melhores momentos são os cómicos. Há uma sequência hilariante entre o bebé e um texugo (acho que era um texugo) e as cenas do pai a lidar com as crianças são divertidas. Achei-o um pouco longo e o vilão da fita não é suficientemente forte. 

Classificação: 6 (de 1 a 10)




EVA de Benoít Jacquot

Os trailers podem ser muito enganadores e o deste filme prometia um thriller. Em vez disso, temos a história de um dramaturgo que conhece uma prostituta de nome Eva e acha que ela pode ser o assunto da sua segunda peça (a primeira foi roubada a um amante). Eu gosto da Isabelle Huppert e o Gaspard Ulliel até é giro (mas irritante), mas as suas personagens parecem não ter para onde ir e a acção arrasta-se de forma monótona e sem interesse. 

Classificação: 2 (de 1 a 10)

A LIVRARIA (The Bookshop) de Isabel Coixet

Uma jovem viúva monta uma livraria numa remota localidade inglesa, mas a ricalhaça da zona vai fazer-lhe a vida negra. Pelo trailer achei que este era um daqueles dramas humanos, sobre uma luta renhida entre duas mulheres, com uma colorida galeria de personagens a fazer-lhes companhia. O que temos é um drama arrastado, quase sem assunto, com um bom grupo de actores a darem vida a personagens muito pouco cativantes. 

Classificação: 3 (de 1 a 10)


quarta-feira, 13 de junho de 2018

MUNDO JURÁSSICO: REINO CAÍDO (Jurassic World: Fallen Kingdom) de J. A. Bayona

A História:Um vulcão ameaça as espécies pré-históricas a viver na ilha Nublar. Uma missão de resgate é posta em movimento para salvar a bicharada, mas esta missão tem um objectivo muito negro na sua base.

O Filme:Os fantásticos dinossauros estão de volta e com eles a ganância pelo dinheiro e a sede pelas “armas”. O resultado, felizmente não levado nada a sério, é divertido, empolgante e por vezes comovente (a última cena na ilha com um daqueles dinossauros de pescoço comprido).
O realizador J. A. Bayona mantém o ritmo do princípio ao fim, com excelentes sequências de acção e o seu coração está definitivamente com os dinossauros. O filme vai buscar ideias aos títulos anteriores, mas sem as copiar e é sempre um enorme prazer ver esta bicharada em movimento e a parecerem tão reais.
Claro que as estrelas do filme são os dinossauros, mas Chris Pratt e Bryce Dallas Howard dão-lhes o apoio necessário, ao mesmo tempo que partilham uma boa química e mantêm o humor vivo. Os maus da fita, Rafe Spall, Ted Levine e Toby Jones fazem-nos odiá-los, que acredito ser o pretendido.
O final promete mais sequelas e se mantiverem o interesse e o espectáculo despretensioso do corrente filme, venham elas.

Classificação: 7 (de 1 a 10)





TULLY de Jason Reitman

A História:Marçlo tem dois filhos pequenos e um marido desinteressado. Quando nasce o seu terceiro filho, ela sente-se enlouquecer. Decide então aceitar a proposta do seu irmão e contrata uma ama nocturna, Tully.

O Filme:O realizador Jason Reitman e a argumentista Diablo Cody voltam a reunir-se (deram-nos JUNO e YOUNG ADULT) para esta comédia dramática sobre a maternidade e as suas consequências na vida de uma mulher.
Sempre ouvi dizer que a brincar se dizem coisas muito sérias e este filme é um bom exemplo disso. De forma humorística, mas nunca fugindo ao drama, percebemos a coragem e a força que é necessário para se ser mãe, bem como o esforço que se faz para não se deixar de ser uma mulher e esposa. Assim, entre um humor cáustico que nos faz rir e situações que nos fazem pensar, a história desenrola-se habilmente, levando-nos para um caminho que eu não previ.
É necessário uma grande e versátil actriz para dar vida a Marlo e não podiam ter escolhido melhor que Charlize Theron, ela é simplesmente fantástica. Desde uma mulher desleixada, a alguém que que recuperar a sua sensualidade, Theron entrega-se totalmente à sua personagem; não me admiro se ela estiver entre as próximas nomeadas para o Óscar. Como Tully, Mackenzie Davis é uma doçura e o pequeno Asher Miles Fallica é mesmo muito bom como o filho com uma deficiência.
Espero que este filme não passe despercebido, pois merece a atenção do público e os fãs de Charlize Theron não podem perder!

Classificação: 7 (de 1 a 10)

TERMINAL de Vaughn Stein

A História:Uma jovem mulher, Annie, tenta convencer um “senhor” do mundo do crime a dar-lhe trabalho, tendo para isso que se ver livre de um par de assassinos contratados. Pelo meio há um professor com uma doença mortal.

O Filme:Sabem aqueles filmes em que percebemos que é o primeiro trabalho do realizador e este tenta mostrar todo o seu talento, tentando criar uma obra de culto? Pois bem, este é um desses filmes. O realizador/argumentista Vaughn Stein tem aqui a sua estreia nas longas-metragens, tendo sido anteriormente assistente de realização numa série de filmes.
É fácil de perceber a sua paixão pelo “film-noir” e pelo cinema de Alfred Hitchcock (a sua protagonista fez-me lembrar Kim Novak e Tippi Hedren), contando-nos uma história interessante com muitas surpresas e imenso estilo. Infelizmente, algumas cenas arrastam-se com diálogos que parecem intermináveis e há muita pretensão artística a atrapalhar a acção. Mas visualmente, o filme é lindíssimo, com uma excelente fotografia de Christopher Ross e cenários artificiais de Richard Bullock.
No papel de Annie, Margot Robbie (que foi nomeada para o Óscar por I, TONYA) é uma verdadeira mulher fatal; uma loira “hitchcockiana” louca e ordinária que ofusca o resto do elenco. Robbie é uma surpresa e tem tudo para se tornar uma verdadeira estrela. A seu lado, Simon Pegg, Dexter Fletcher, Max Irons e Mike Myers, dão-lhe o apoio necessário, mas não passam de fantoches nas suas mãos.
Sinceramente, o filme é um bocado para o chato, mas gostei do seu lado visual e adorei ela!

Classificação: 4 (de 1 a 10)



quinta-feira, 31 de maio de 2018

HAN SOLO: UMA HISTÓRIA DE STAR WARS (Solo: A Star Wars Story) de Ron Howard

O espírito simples do cinema de aventuras e do western que fizeram do primeiro STAR WARS um grande sucesso está de volta e eu não fiquei nada decepcionado. É divertido, gozado e empolgante!

No meu blog JORGE’S DARK PLACE podem ler a minha opinião sobre este filme, bem como ver uma pequena galeria de cartazes do mesmo:
http://jorgesdarkplace.blogspot.com/2018/05/han-solo-uma-historia-de-star-wars-solo.html