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domingo, 30 de setembro de 2018

UM PEQUENO FAVOR (A Simple Favor) de Paul Feig

A História: Stephanie, uma jovem viúva, é a mãe perfeita, o que irrita as outras mães. Entretanto conhece Emily, a mãe estilosa de um colega do filho. As duas tornam-se amigas e um dia Emily pede-lhe se ela pode levar o seu filho para casa após a escola, algo que Stephanie faz com prazer. Mas quando Emily desaparece sem deixar rasto, Stephanie decide tentar descobrir o que aconteceu à sua nova amiga. 

O Filme: Nem sei o que lhe chame, uma deliciosa comédia negra ou um hilariante thriller repleto de humor? O filme é ambas as coisas e uma das mais agradáveis surpresas do ano. Confesso que não esperava isto do realizador Paul Feig, que nos costuma dar parvoíces como a remake do GHIOSTBUSTERS ou o BRIDESMAIDS. Com um argumento muito bem construído (adaptado do livro de Darcey Bell), cheio de surpresas, o filme é sobretudo um inesquecível e divertido duelo entre duas excelentes actrizes. Anna Kendrick é um doce, como a naïve mas expedita Stephanie, e Blake Lively revela a sua faceta cómica como a cabra da Emily. Juntas tornam o filme numa festa onde todos nos divertimos e deixam-nos sempre na expectativa de ver o que cada uma delas fará a seguir. Quer gostem de comédias ou de thrillers, este filme é imperdível!

Classificação: 8 (de 1 a 10)


PEPPERMINT de Pierre Morel

A História: Após ver o marido e a filha serem assassinados por membros de um gang que, por falta de provas, é posto em liberdade por um sistema de justiça corrupto, Riley North decide fazer justiça pelas suas próprias mãos. Assim, cinco anos após os acontecimentos trágicos que mudaram para sempre a sua vida, ela regressa com sede de vingança.

O Filme: A doce Jennifer Garner é um convincente e violento anjo de vingança neste thriller de acção, onde a porrada e as explosões estão na ordem do dia, quase sem interrupção. Felizmente, o realizador Pierre Moral consegue dar-nos uma heroína com quem é fácil sentirmos empatia e criar alguns momentos de suspense. Se não esperam demasiado de um filme de acção e gostam de Jennifer Garner, acho que vão gostar de passar cerca de hora e meia na sua companhia.

Classificação: 6 (de 1 a 10)


A BALADA DE ADAM HENRY (The Children Act) de Richard Eyre

A História: Uma juíza, com o seu casamento em crise, tem que decidir sobre o caso de um jovem menor de idade que, devido à sua religião, se recusa a levar uma transfusão de sangue e assim pode morrer.

O Filme: Já tinha saudades de ver a grande Emma Thompson num papel à sua altura e aqui ela dá-nos uma das melhores interpretações da sua carreira. Richard Eyre dirige com classe este drama sem cair em sentimentalismos, julgamentos morais e não dando demasiada importância à polémica religiosa que o filme pode desencadear. O coração do filme não é o facto de um jovem Testemunha de Jeová se recusar, mas sim a estranha e quase íntima ligação que se cria entre ele (um excelente Fionn Whitehead) e a juíza. Um argumento bem construído de Ian McEwan, baseado na sua novela, e uma interessante galeria de personagens enriquecem este filme, cuja visão recomendo.

Classificação: 7 (de 1 a 10)


BLACKkKLANSMAN: O INFILTRADO (BlacKkKlansman) de Spike Lee

A História: Nos anos 70, em Colorado, um polícia afro-americano consegue, com a ajuda de um colega judeu, infiltrar-se no Ku Klux Kan da zona e tentar descobrir o que estes andam a tramar.

O Filme: Se isto não fosse baseado numa história verídica, diria que a ideia de um negro como membro do Ku Klux Kan não seria nada credível. O realizador Spike Lee pega nesta história racial e dá-nos aquele que é para mim o melhor filme da sua carreira. Com excelentes desempenhos de John David Washington e Adam Driver, este drama sério é pontuado por um humor eficaz e não deixa ninguém indiferente. No final, onde são passadas cenas da América actual, o sentimento de revolta que senti foi muito grande. Há alturas em que tenho vergonha de fazer parte da raça humana e o racismo foi algo que nunca entendi, daí o ódio e desprezo que senti por alguns dos personagens do filme, nomeadamente David Duke (um convincente Topher Grace) que continua a incentivar o ódio entre raças, e o ridículo e odioso casal Kendrickson. Mais que um bom filme, é um documento importante sobre o nosso passado e, infelizmente, os tempos em que vivemos.

Classificação: 7 (de 1 a 10)


domingo, 22 de julho de 2018

MAMMA MIA! HERE WE GO AGAIN by Ol Parker

No meu blog JORGE'S PLACE, podem ler a minha opinião sobre esta sequela que nos leva de volta a à idílica ilha do original, tudo ao som de muitas canções dos Abba. Desculpem a mesma estar escrita em inglês.

É só clicarem aqui

terça-feira, 17 de julho de 2018

NO CORAÇÃO DA ESCURIDÃO (First Reformed) de Paul Schrader

Toller, cujo filho morreu na guerra, é o padre de uma pequena consagração, mas a sua fé já teve melhores dias. Quando um activista ecológico se suicida antes de um encontro com ele, Toller começa a achar que está na altura de fazer algo para preservar a obra de Deus, mais propriamente o planeta Terra.
Por uma vez o título português faz mais sentido que o original. Não há dúvida que os Estados Unidos estão a viver uma época muito negra e o retrato sombrio e austero que Paul Schrader nos dá aqui é um perturbador exemplo disso. Em ritmo lento (confesso que dormi nos primeiros minutos), a história vai desenrolando-se num crescendo que nos vai deixando cada vez mais incómodos, principalmente porque damos por nós a torcer sem remorsos por um possível acto terrorista. Ethan Hawke tem aqui o melhor desempenho da sua carreira, um bom homem torturado e perdido. Um aviso aos mais sensíveis, para o final as coisas tornam-se bastante intensas e o filme deixa-nos com uma pesada sensação de mau estar. O mundo está a desmoronar-se à nossa volta e sentimo-nos praticamente impotentes para reverter esse facto. 

Classificação: 7 (de 1 a 10)


quinta-feira, 12 de julho de 2018

O MEU AMIGO PETE (Lean on Pete) de Andrew Haigh

Charles é um jovem de 16 anos que perde o pai, ao mesmo tempo que se afeiçoa a um cavalo de corrida (o Pete do título), ao ponto de fugir com este. Nos seus filmes anteriores, WEEKEND e 45 YEARS, Andrew Haigh demonstrou ser um excelente director de actores e o seu ritmo lento de realização fazia sentido, mas não neste filme. Desenganem-se, Isto não é um filme sobre a comovente amizade entre um jovem e um cavalo, mas sim um retrato dramático sobre um jovem à procura de rumo para a sua vida. Acontece muita coisa nesta história, mas a sensação que tive ao chegar ao fim é que nada parece ter acontecido e que o filme nunca mais acabava. O jovem Charlie Plummer vai bem no seu papel, mas há algo no seu personagem que me afastou emocionalmente do filme. Tanto em WEEKEND como em 45 YEARS senti-me ligado aos personagens, mas aqui cheguei a uma altura que já não estava interessado no destino de Charles. O melhor é o retrato quase assustador de uma América interior, rude e “estupidifcada”.

Classificação: 2 (de 1 a 10)


NA PRAIA DE CHESIL (On Chesil Beach) de Dominic Cooke

Florence e Edward conhecem-se, apaixonam-se e casam-se, mas na noite de núpcias as coisas complicam-se. Em flashbacks, vamos sabendo a história de ambos ficando óbvio que não existe química sexual entre eles; a forma como ambos encaram o sexo vai para sempre marcar as suas vidas. No fundo, o sexo e a intimidade entre um casal são o tema principal e o realizador Dominic Cooper aborda-o de forma delicada, mas por vezes incomodativa. A belíssima fotografia de Sean Bobbitt dá ao filme uma aureola quase poética (as cenas na praia são muito boas). Nos papéis principais, Saiorse Ronan e Billy Howle são convincentes na sua relação, entre a amizade e o incómodo. Um interessante e original retrato sobre a sexualidade.

Classificação: 6 (de 1 a 10)


sábado, 7 de julho de 2018

OCEAN’S 8 de Gary Ross

A irmã de Danny Ocean, após ser posta em liberdade condicional, reúne um grupo de gajas com o fim de roubarem um valioso colar durante a gala do Metropolitan Museum em Nova Iorque. Os filmes anteriores reuniam um divertido elenco masculino, aqui temos um igualmente divertido elenco, mas desta vez no feminino. Apesar de um bocado “photoshopadas”, Sandra Bullock e Cate Blanchett convencem como as cabecilhas do grupo, mas Anne Hathaway e Helena Bonham Carter roubam-lhes o filme e juntas dão-nos uma cena irresistivelmente cómica: acontece num café, quando Hathaway decide convidar Carter para lhe desenhar um vestido... é de ir às lágrimas! O resto é bem-disposto e prende a nossa atenção do princípio ao fim.

Classificação: 6 (de 1 a 10)


THE INCREDIBLES: OS SUPER-HERÓIS (Incredibles 2) de Brad Bird

Quatro anos depois do original, chega-nos a sequela deste grande sucesso da Pixar. Desta vez, Mr. Incredible fica em casa a tomar conta dos filhos, enquanto a sua esposa, Mulher-Elástico, é escolhida para tentar mudar a opinião pública sobre os super-heróis. Parece assunto sério, mas não é. A história não está ao nível do original, mas as personagens continuam a estar muito bem construídos. Os melhores momentos são os cómicos. Há uma sequência hilariante entre o bebé e um texugo (acho que era um texugo) e as cenas do pai a lidar com as crianças são divertidas. Achei-o um pouco longo e o vilão da fita não é suficientemente forte. 

Classificação: 6 (de 1 a 10)




EVA de Benoít Jacquot

Os trailers podem ser muito enganadores e o deste filme prometia um thriller. Em vez disso, temos a história de um dramaturgo que conhece uma prostituta de nome Eva e acha que ela pode ser o assunto da sua segunda peça (a primeira foi roubada a um amante). Eu gosto da Isabelle Huppert e o Gaspard Ulliel até é giro (mas irritante), mas as suas personagens parecem não ter para onde ir e a acção arrasta-se de forma monótona e sem interesse. 

Classificação: 2 (de 1 a 10)

A LIVRARIA (The Bookshop) de Isabel Coixet

Uma jovem viúva monta uma livraria numa remota localidade inglesa, mas a ricalhaça da zona vai fazer-lhe a vida negra. Pelo trailer achei que este era um daqueles dramas humanos, sobre uma luta renhida entre duas mulheres, com uma colorida galeria de personagens a fazer-lhes companhia. O que temos é um drama arrastado, quase sem assunto, com um bom grupo de actores a darem vida a personagens muito pouco cativantes. 

Classificação: 3 (de 1 a 10)