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quinta-feira, 13 de junho de 2019

BICHOS DELICIOSOS VS UMA FÉNIX NEGRA

Das seis estreias da semana passada, só vi dois filmes. Num deles, uma deliciosa galeria de bichos (e algumas bichas) vão tentar salvar um pequeno tigre das garras do cruel dono de um circo. No outro, os pobres dos X-Men enfrentam a sua amiga Jean, que agora está superpoderosa e má como as cobras.

A sequela de A VIDA SECRETA DOS NOSSOS BICHOS 2 consegue algo de raro, ser melhor que o original. A história é mais interessante e os bichos estão melhores que nunca. O humor funciona muito bem, tem suspense, emoção e aquece o coração. Eu gostei!

O novo episódio da saga dos X-Men, X-MEN: FÉNIX NEGRA, é capaz de ser o pior da série, pelo menos dos que eu vi. Confesso que estou baralhado com tantos super-heróis e já perdi o fio há meada. Posso estar enganado, mas uma das personagens que morre neste filme, não está viva na saga original? Quanto a este filme, achei a história desinteressante e fiquei cansado com tanta destruição e efeitos especiais. 

A VIDA SECRETA DOS NOSSOS BICHOS 2 (The Secret Life of Pets 2) de Chris Renaud e Jonathan del Val Classificação: 7 (de 1 a 10)
X-MEN: FÉNIX NEGRA (Dark Phoenix) de Simon KinbergClassificação: 3 (de 1 a 10)




domingo, 2 de junho de 2019

EXTRA-TERRESTRE, MONSTROS E TERRORISTAS

Nestas duas últimas semanas, as estreias continuaram a ser muitas e o tempo não dá nem para ver nem um sexto das mesmas. Sobre o novo ALADDIN, podem ler a minha opinião, clicando aqui.

Lembram-se de como o pequeno super-homem chegou ao nosso planeta? Pois BRIGHTBURN começa praticamente da mesma forma, só que a criancinha que cá chega tem super-poderes, mas também é super-mau. Outros tipos de monstros habitam o novo GODZILLA, que se vê obrigado a lutar contra o terrível Ghidorah pelo poder no nosso planeta. Os maus do HOTEL MUMBAI são os piores, pois são terroristas que mataram centenas de inocentes em nome de Alá, num caso bem real.

O BRIGHTBURN é um excelente filme de terror, que é tudo o que se possa imaginar de uma versão marada do super-homem e onde o realizador não foge do gore, nem de carregar o filme com uma sombra negra que parece colar-se a nós. Uma agradável surpresa, que os fãs do género não devem perder!

Se, como eu, amam monstros, o GODZILLA é uma festa! A história é o menos importante nesta aventura fantástica repleta de criaturas fantásticas e humanos bem-intencionados. Os efeitos especiais são muitos e a acção não pára. Viva a fantasia e a diversão!

Por fim, em HOTEL MUMBAI, a tensão vai-se acumulando num crescendo que nos subjuga, num retrato violento e pesado de um triste acontecimento verídico. Um bom elenco dá vida aos personagens reais e o filme tem, por vezes, algo de quase documental que lhe dá uma força muito especial. A não perder!

BRIGHTBURN – O FILHO DO MAL (Brightburn) de David Yarovesky Classificação: 8 (de 1 a 10)
GODZILLA II: REI DOS MONSTROS (Godzilla: King of Monsters) de Michael Dougherty Classificação: 6 (de 1 a 10)
HOTEL MUMBAI de Anthony Maras Classificação: 7 (de 1 a 10)



quarta-feira, 22 de maio de 2019

JOHN WICK, TRAIÇÕES E PERVERSIDADES

Onze novos filmes chegaram aos cinemas de Lisboa na passada quinta-feira. A escolha não era fácil e ficaram alguns por ver, mas aqui fica uma curta opinião dos três que vi.

Comecei com a Judi Dench a ser acusada de traição em UMA TRAIÇÃO NECESSÁRIA, continuei com o Keanu Reeves a levar e dar porrada como JOHN WICK e terminei com o Zac Efron no papel de um psicopata EXTREMAMENTE PERVERSO, ESCANDALOSAMENTE CRUEL E VIL,

O primeiro é um drama arrastado, que torna uma história verídica e interessante em algo de aborrecido e pouco empolgante. O elenco é bom, mas não têm grandes chances de brilhar e a mão pesada do realizador Trevor Nunn não ajuda.

O filme com o Zac Efron (menino bonito a mostrar que é mais que uma cara bonita) também é baseada em factos reais, neste caso na vida do terrível Ted Bundy. Com este fiquei muito decepcionado, pois achei que era um thriller de suspense e levei com um drama de tribunal. Não é que seja mau, mas achei-o demasiado longo e desinteressante; acho que o Ted Bundy merecia um filme melhorzinho.

O melhor foi o festival de violência, porrada, perseguições, humor e suspense do JOHN WICK. É um filme de acção quase sem história, que funciona como uma hilariante montanha russa, onde nem temos tempo para respirar. Visualmente forte e com algumas das melhores cenas de tareia que tenho visto ultimamente no cinema. Esqueçam a realidade e entrem na realidade paralela de John Wick, com um elenco em perfeita sintonia com a história.

UMA TRAIÇÃO NECESSÁRIA (Red Joan) de Trevor Nunn Classificação: 4 (de 1 a 10)
JOHN WICK 3 – IMPLACÁVEL (John Wick: Chapter 3 – Parabellum) de Chad StahelskiClassificação: 7 (de 1 a 10)
EXTREMAMENTE PERVERSO, ESCANDALOSAMENTE CRUEL E VIL (Extremely Wicked, Shockingly and Vile) de Joe Berlinger Classificação: 4 (de 1 a 10)




segunda-feira, 6 de maio de 2019

SEDUÇÕES E ANIMAÇÃO ARTÍSTICA

No dia 1 de Maio chegaram aos cinemas de Lisboa 7 filmes, dos quais ainda só tive tempo de ver dois.

Comecei por uma comédia onde Charlize Theron pensa candidatar-se à presidência dos Estados Unidos (e quem não votaria nela?), ao mesmo tempo que seduz e é seduzida por Seth Rogen. Seguiu-se um filme de animação “made in” Hungria, sobre um psicoterapeuta que é assombrado por obras de arte famosas. Confesso que, ri-me muito com o primeiro, mas o meu coração pendeu mais para o segundo.

Voltando ao primeiro, SEDUZ-ME SE ÉS CAPAZ, é ume engraçada comédia romântica na linha do NOTTING HILL, com intriga política pelo meio e alguma ordinarice. Theron e Roger formam um par um bocado estranho, mas têm química e partilham uma cumplicidade que dá vida ao filme. Há cenas muito bem construídas, como o telefonema para salvar reféns, ou a divertidíssima sequência quando Seth Rogen descobre que os assessores de Charlize têm um “affair”.
Será impressão minha? Mas acho que a Charlize é uma das actrizes mais bonitas que alguma vez iluminaram os ecrãs de todo o mundo.

Mudando de tema, RUBEN BRANDT, COLECCIONADOR, é uma animação artística, diria mesmo cubista, mas posso parecer pretensioso, que faz lembrar o cinema negro americano ou, como os franceses dizem, o “film noir”. Visualmente, o realizador inspirou-se em dezenas de obras de arte, com resultados por vezes geniais. As perseguições são brilhantes e adorei as piscadelas de olhos cinéfilas... quem se lembraria de usar figurinhas do Alfred Hitchcock para refrescar as bebidas! A história, que leva o psicoterapeuta a roubar as obras que o assombram, está bem construída e tem uma galeria de personagens colorida e interessante. Se gostam de animação, não percam!

SEDUZ-ME SE ÉS CAPAZ (Long Shot) de Jonathan Levine Classificação: 6 (de 1 a 10)
RUBEN BRANDT, COLECCIONADOR (Ruben Brandt, Collector) de Milorad KrsticClassificação: 8 (de 1 a 10)

quarta-feira, 1 de maio de 2019

MARIDO E MULHER CONTRA OS VINGADORES

A semana passada estrearam nas salas de cinema de Lisboa seis filmes, numa batalha inglória para todos os filmes que não têm um vingador no elenco. Dos seis, só fui ver dois, pois os outros não me despertaram grande interesse.

Claro que fui ver o novo capítulo da saga dos VINGADORES: ENDGAME, que, apesar de bom, é inferior ao capítulo anterior. Para mudar de estilo, o outro filme escolhido foi uma divertida comédia italiana chamada MARIDO E MULHER.

No primeiro, os Vingadores que sobreviveram no INFINITY WAR, estão deprimidos e desesperados por uma ideia para resgatarem os seus amigos e darem cabo do malvado Thanos. Mais dramático e emocional que os títulos anteriores, dura três horas que se acompanham sem cansaço, mas é demasiado lamecha para o meu gosto (pronto, podem crucificar-me). O elenco está recheado de estrelas e há também muito efeito especial para nos manter entretidos. Os verdadeiros fans da saga vão perdoar as suas faltas e adorar cada minuto! (Spoiler: não há nenhuma cena escondida no genérico final; eu fiquei mesmo até ao fim e nada aconteceu).

Na comédia italiana, uma experiência científica corre mal e marido e mulher trocam a sua identidade com resultados por vezes hilariantes. Este filme de Simone Godano, é uma das mais divertidas comédias que tenho visto ultimamente, daquelas que me faz rir à gargalhada e fazer figuras tristes no cinema. Nos papéis principais, Pierfrancesco Favino e Kasia Smutniak têm química e muita graça. Recomento sem reservas!

E foi assim a minha semana cinéfila. Vá lá saiam de casa e vão até ao cinema, é tão bom!

MARIDO E MULHER (Moglie e Marito) de Simone Godano Classificação: 7 (de 1 a 10)
VINGADORES: ENDGAME (Avengers: Endgame) de Anthony & Joe Russo Classificação: 6 (de 1 a 10)





domingo, 21 de abril de 2019

UMA FANTASMA CHORONA, UM SASQUATCH E A KEIRA KNIGHTLEY

O menu de estreias cinematográficas desta semana foi muito variado, com muita coisa para ver, mas só tive tempo para ir ver três desses filmes.

Em A MALDIÇÃO DA MULHER QUE CHORA, uma fantasma demoníaca rapta crianças com o intuito de as afogar. No MR. LINK um bem-falante Sasquatch procura o seu lugar no mundo. Por fim, em O DIA A SEGUIR, Rachael sente-se dividida entre o seu marido ausente e um amante alemão.

O primeiro, como já devem ter percebido, é um filme de terror com uma história simples e um elenco pouco convincente, apenas se safando Linda Cardellini como a mãe desesperada. Felizmente, nunca é chato e o realizador Michael Chaves consegue pregar-nos uns bons cagaços.

Hugh Jackman, Zach Galifianakis, Zoe Saldana e Emma Thompson divertem-se mais a dar voz às personagens animadas do MR. LINK do que nós a ver o filme. A história até que é engraçada, mas o humor não me convenceu e eu até gosto destas fantasias, com vales escondidos e homens malvados. O realizador Chris Burtler saiu-se melhor com o PARANORMAN. 

Há muito que não via um drama romântico tão bem conseguido! James Kent, o realizador, facilmente nos envolve na história de Rachael, que se junta ao seu marido em Hamburgo, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, onde se sente negligenciada por este e acaba por se envolver emocionalmente com um alemão. A química entre Keira Knightley e Alexander Skarsgård provoca faíscas; as cenas entre eles são muito “calientes” e filmadas com grande sensibilidade. 
O filme mostra-nos um lado que raramente tem sido retratado no cinema, a forma como os alemães foram tratados pelas tropas invasoras, com algumas sequências fortes relativas a esse conflito. O filme tem paixão, emoção, suspense, drama e uma excelente fotografia. 
Knightley tem aqui uma das suas melhores interpretações; para mim, Jason Clarke tem aqui o seu melhor papel e Skarsgård revela uma faceta doce e sensível que lhe desconhecia.

Portanto pessoal, se procuram uns sustos, uma história romântica ou uma animação pouco divertida, podem encontrar isso tudo e muito mais num cinema perto de vocês.

A MALDIÇÃO DA MULHER QUE CHORA (The Curse of La Llorona) de Michael Chaves Classificação: 6 (de 1 a 10)
MR. LINK (Missing Link) de Chris Butler Classificação: 4 (de 1 a 10)
O DIA A SEGUIR (The Aftermath) de James Kent Classificação: 8 (de 1 a 10)



quinta-feira, 18 de abril de 2019

GRETA vs HELLBOY

A semana passada, a GRETA e o HELLBOY chegaram aos nossos cinemas, num duelo que mancha os écrans de sangue, nenhum deles levando-se muito a sério. 

No primeiro, a quase sempre igual a si própria, Isabelle Huppert “mastiga” o cenário e o resto do elenco como a psicótica Greta, uma viúva solitária que gosta de prender jovens bem-intencionadas e fazer-lhes a vida num inferno. Neste caso, a vítima é a jovem Chloë Grace Moretz, que passa o filme todo com um ar doce e assustado.

No segundo, David Harbour (o xerife da série STRANGER THINGS) substitui Ron Perlman como o infernal Hellboy, que aqui tem que salvar o mundo da malvada feiticeira Nimue (Milla Joovovich), bem como de uns gigantes e mais alguns inimigos, incluindo o terrível Gruagach.

GRETA é um thriller de terror psicológico que marca o regresso de Neil Jordan (THE COMPANY OF WOLVES / INTERVIEW WITH THE VAMPIRE) ao cinema, de onde tem estado afastado desde 2012. Tem algum suspense e um humor negro que gostei. Mas o melhor é ver Huppert a divertir-se tanto! Mas não esperem grandes surpresas. Um aviso, tiram mais gozo do filme se evitarem ver o trailer

HELLBOY, pela mão de Neil Marshall (THE DESCENT / DOG SOLDIERS), é um desfile de criaturas fantásticas, muito violento e um festival gore não aconselhável a estômagos fracos. Falta-lhe o sentido de maravilhoso/magia que Guillermo del Toro deu aos dois filmes anteriores, mas é divertido como o caraças! Confesso que adorei ver tantos monstros no écran! 

GRETA de Neil JordanClassificação: 6 (de 1 a 10)
HELLBOY  de Neil Marshall Classificação: 7 (de 1 a 10)





terça-feira, 9 de abril de 2019

SHAZAM! De David F. Sandberg

A História: Billy é um adolescente que foi abandonado pela sua mãe quando era pequeno e, desde então, tem sido um puto complicado, sempre à procura da sua mãe. Um dia, vê-se numa estranha caverna, onde um velho feiticeiro o transforma num super-herói. Mas há um super-vilão que quer os seus poderes e está disposto a tudo para os conseguir.

O Filme: Menos irreverente e ordinário que o DEADPOOL, mas com um coração maior, este SHAZAM! é um divertido filme de super-heróis. Ninguém se leva muito a sério, o que é refrescante, e tem suspense e acção suficiente para nos manter bem entretidos.
Adorei os monstros que representam os sete pecados mortais, mais do que o super-vilão Dr. Sivana, que no fundo não é nada sem esses monstros. Gostei do facto de não haver uma história de amor pelo meio, mas sim uma história sobre o que é na realidade uma família e a noção de lar... Bem, que isto não vos faça pensar que isto é uma lamechice, pois não é.
Zachary Levi não podia ser mais tonto como Shazam e Mark Strong diverte-se como Dr. Sivana. Asher Angel como Billy e Jack Dylan Grazer como o seu amigo Freddy, são deliciosos e apetece adoptá-los.
O realizador David F. Sandberg, que nos deu LIGHTS OUT e ANNABELLE: CREATION, troca o terror pelo fantástico e sai-se bem na tarefa. Percebe-se que ele gosta dos seus personagens, mesmo dos seus monstros, e isso ajuda a criar empatia entre eles e nós o público.

Classificação: 7 (de 1 a 10)