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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

BEN-HUR de Timur Bekmambetov

A História: Judah Ben-Hur é um príncipe judeu acusado de traição pelo seu irmão adoptivo Messala, um oficial romano, e condenado às galés. Anos mais tarde, ele regressa a Jerusalém com vingança no seu coração.

Os Actores: Digam lá o que disserem desta remake, a verdade é que Jack Huston é um Ben-Hur mais sexy que Charlton Heston, se bem que este dava ao personagem uma profundidade que Huston não consegue dar. Não é que Huston não vá bem no papel, mas é difícil fazer esquecer Heston no papel que lhe valeu o seu único Óscar. Como Messala, Toby Kebbell tem ar o de sacana necessário ao papel, mas falta-lhe a paixão que Stephen Boyd dava na versão de Heston.


O Filme: Ouvi dizer horrores desta remake e ia à espera do pior; ainda por cima adoro a versão dos anos 50 dirigida por William Wyler e interpretada por Charlton Heston. Qual não é o meu espanto, quando dou por mim a gostar desta nova versão. O realizador Timur Bekmambetov consegue contar a história em praticamente metade do tempo do filme de Wyler e o principal está cá todo. O lado religioso continua a ser comovente e a corrida das quadrigas excitante, mas esta não está à altura da emoção e da violência da versão de Wyler. O filme também diverge no final, optando por um final mais feliz; confesso que prefiro o final menos feliz da versão dos anos 50. Uma coisa de que também senti a falta, foi do dissimulado homoerotismo entre Messala e Ben-Hur que dava outra dimensão à relação entre eles os dois. Não é tão bom quanto o original, mas é um BEN-HUR para as novas gerações e suficientemente bom para nos manter atentos e mesmo comover. 

Classificação: 6 (de 1 a 10)















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