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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

VÍCIO INTRÍNSECO (Inherent Vice) de Paul Thomas Anderson

Doc é um detective privado e “mocado” de Los Angeles, que investiga o desaparecimento da sua ex-namorada, bem como de um multimilionário de quem ela era amante.

Gostei muito dos primeiros filmes de Paul Thomas Anderson, BOOGIE NIGHTS e MAGNOLIA, bem como do THERE WILL BE BLOOD. Mas, tal como aconteceu com o seu título anterior, THE MASTER, desta vez ele não me convenceu. Confesso que me irrita quando percebo que um realizador está deliberadamente a fazer um filme de culto; acho-o pretensioso e é o suficiente para me distanciar emocionalmente do que se passa no ecrã. Com a sua colorida galeria de personagens (com um elenco de actores culto), argumento confuso, momentos de loucura e outros mais poéticos, acredito que este filme possa vir a tornar-se um objecto de culto, mas tenta tanto sê-lo que por vezes se arrasta sem razão, introduz personagens sem grande interesse para a história e a hipnótica voz narradora torna-se chata.

Ninguém duvida que Joaquin Phoenix esteja bem neste tipo de papel, por isso a surpresa é ver Josh Brolin a mudar de registo e a dar-nos a melhor cena do filme: a forma como come/chupa um gelado de chocolate enquanto conduz. Sem dúvida um momento de antologia, é pena é que não hajam mais momentos destes. 

Não é que seja um mau filme, tens coisas muito boas, mas no todo não me convenceu e achei-o demasiado longo. A verdade é que se calhar já estou velho para estas confusões... Classificação: 4 (de 1 a 10)






2 comentários:

  1. Quando paro um filme a meio para o ver o que resta dele no outro dia é mau sinal, muito mau sinal. Foi o que me aconteceu o aborrecido e secante "Vício Intrínseco".
    Este tem um elenco de luxo, mas isso não é tudo e não impediu que eu achasse este filme uma treta. Houve demasiados momentos em que eu quase adormeci a ver este "Inherent Vice".
    1*
    Lê a análise completa em http://osfilmesdefredericodaniel.blogspot.pt/2015/06/vicio-intrinseco.html
    Cumprimentos, Frederico Daniel

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