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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

LA LAND LAND: MELODIA DE AMOR (La La Land) de Damien Chazelle

A História: Sebastian é um pianista de jazz, Mia é uma aspirante a actriz. Os seus caminhos cruzam-se em Los Angeles e dos apaixonam-se, mas os seus sonhos pessoais ameaçam o futuro da sua relação.

Os Actores: Às vezes é assim, dois actores parecem perfeitos um para o outro e o resultado causa faíscas no ecrã. É esse o caso de Emma Stone e Ryan Gosling; a química entre ambos é palpável e não consigo imaginar outro par contemporâneo que pudesse estar tão bem. É verdade, as suas qualidades enquanto cantores e bailarinos não são o seu melhor talento, mas os números musicais fluem nas suas mãos e fazem-nos acreditar que qualquer um de nós poderia fazer o mesmo. Stone é definitivamente melhor e mais versátil do que Gosling, pelo que não me espantaria se este ano o Óscar de melhor actriz fosse ter à sua mão, mas ele tem uma presença que enche o ecrã. Juntos são explosivos!

O Filme: O filme anterior do realizador Damien Chazelle foi o excelente WHIPLASH e estava muito curioso para ver o que ele faria a seguir, mas não estava à espera de um musical. O que muita gente pode não saber, é que o Musical enquanto género cinematográfico é talvez o mais difícil de se conseguir fazer. Uma série de factores têm que estar em harmonia para nos conseguir fazer acreditar que o que estamos a ver no ecrã pode ser real. Este género foi, e continua a ser, o meu preferido e é sempre com receio que vou ver um novo filme musical. Felizmente, Chazelle tem o talento que é necessário para nos fazer acreditar nesta bonita, fantasista e realista história de amor. A sua câmara dança com os actores e trouxe-me à memória clássicos da MGM, como por exemplo AN AMERICAN IN PARIS ou THE BAND WAGON. O filme tem ainda uma atmosfera anos 60 que me fez lembrar os musicais de Jacques Demy (nomeadamente o LES DEMOISELLES DE ROCHEFORT) e a música tem uma sonoridade semelhante ao trabalho de Michel Legrand, compositor dos musicais de Demy. Gosto muito do facto de Chazelle não ter abandonado os famosos “finais felizes”, mas deu-lhes uma volta brilhante sem pretensões de reinventar o género, mas mais não posso revelar. Muitos irão dizer que Stone e Gosling estão longe de ser um novo Astaire e Rogers (mesmo sem saberem quem estes são), mas se pensarem isso não perceberam que o importante é viver o sonho; a grande mensagem de Chazelle é que qualquer um de nós pode fazer um número musical, mesmo sem termos grande talento. Visualmente cuidado e perfeito, é um filme que nos faz sonhar e que levanta a moral. Muitos vão achar ridículo que os personagens cantem e dancem, pessoalmente adoro isso, mas sou suspeito, pois amo de paixão o Musical! A não perder!

Classificação: 8 (de 1 a 10)

























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