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quinta-feira, 26 de julho de 2012

A MAIS LOUCA AVENTURA DE BEAU GESTE de Marty Feldman


Marty Feldman fazia parte do clã de Mel Brooks, um dos meus autores preferidos da comédia cinematográfica, e aqui estreou-se na realização. O filme, uma paródia ao Beau Geste, segui-a o estilo de Brooks e começava logo com a estranha premissa que Feldman e Michael York eram irmãos gémeos. Ao lado deles dois tínhamos Ann-Margret como uma madrasta tramada.

Infelizmente, não me lembro praticamente de nada... apenas dos olhos de Feldman.

NEM GUERRA, NEM PAZ de Woody Allen


Este foi o meu primeiro Woody Allen e na altura não fiquei fã. Tinha 13 anos e achei esta adaptação muito livre do clássico de Tolstoy um pouco chata. Provavelmente não percebi o seu tipo de humor (eu era mais Mel Brooks), mas lembro-me de me rir muito numa cena: durante um duelo, Woody dispara para o ar e leva com a bala em cima, chegando à brilhante conclusão de que se atirares qualquer coisa para o ar podes levar com ela em cima.

Gostava de rever este filme, mas curiosamente é muito raro ouvir falar dele. Se calhar é considerado uma obra menor na carreira de Allen. 

terça-feira, 24 de julho de 2012

TRÊS COMÉDIAS DOS ANOS 70


Para hoje escolhi três comédias que vi nos primeiros meses de 1978. Em comum têm o facto de todas terem nomes famosos do cinema nos papéis principais, bem como a minha falta de memória em relação a todas elas.

O BELO ANIMAL de Claude Zidi era uma comédia francesa onde Belmondo fazia o papel de um azarado duplo de cinema; a seu lado a bomba Raquel Welch era o interesse amoroso. Lembro-me de Belmondo disfarçado de macaco, de que me ri e pouco mais.

A DUQUESA E O VILÃO de Melvin Frank, era um western cómico made in USA, com a divertida parelha constituída por George Segal e Goldie Hawn. Acho que foi a primeira vez que vi a Goldie a cantar... mas não era um musical.

Por fim, vindo de Itália, temos A GAROTA DO GANGSTER onde Sophie Loren é uma prostituta de nome Pupa que desperta o interesse de um gangster mafioso interpretado por Marcello Mastroianni. Tenho ideia de que Loren ia bem, mas não me lembro de mais nada.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

UM CADÁVER DE SOBREMESA de Robert Moore


Em Dezembro de 1977, uma nova sala de cinema abriu as suas portas com este filme. A sala era o, entretanto extinto, Terminal na estação de comboios do Rossio.

O filme reunia um grupo de célebres detectives literários numa mansão onde um assassino anda a fazer das suas. O resultado era hilariante, bem disposto e atmosférico. O elenco era um verdadeiro achado e repleto de estrelas.

Uma das coisas mais engraçadas era a campainha da mansão; sempre que alguém a tocava ouvia-se um grito de terrror, que descobri hoje pertencia a Fay Wray. Delicioso! 

AS AVENTURAS DE BERNARDO E BIANCA de John Lounsbery, Wolfgang Reitherman e Art Stevens


No Natal de 1977, este foi filme de animação escolhido para animar as festas. Nele, um amoroso casal de ratos é escolhido para encontrar e salvar uma menina orfã, que foi raptada pelos maus da fita.

Não era o melhor filme da Disney, mas tinha os seus momentos e uma divertida galeria de personagens que incluía um albatroz e uns crocodilos. Anos mais tarde, o casal de ratos voltou numa sequela. 

sábado, 21 de julho de 2012

NEW YORK, NEW YORK de Martin Scorsese


A proposta era aliciante. Liza Minnelli num novo musical com canções da dupla responsável por CABARET e CHICAGO (por esta altura já tinha o LP da produção original da Broadway), que mais poderia eu querer? A resposta é que queria muito mais do que aquilo que vi.

Este musical não podia ser mais diferente dos meus amados musicais da MGM. A história era dramática e a mão pesada de Martin Scorsese não ajudava. Claro que a canção tema era fabulosa e havia um número, “Happy Endings”, que era delicioso. Mais tarde descobri que este número musical tinha sido drasticamente cortado da versão final; reposto numa versão alongada, revelou-se a melhor coisa do filme.

Na altura o que ficou na minha memória, para além da famosa canção, foi as constantes discussões entre os personagens interpretados por Minnelli e Robert de Niro.

CASSANDRA CROSSING de George Pan Cosmatos


Neste filme catástrofe, um elenco de vedetas a viajar num “transcontinental expresso” é exposto a um vírus mortal e a ideia é não deixar nenhum deles chegar vivo ao seu destino.

Muito mais emocionante que o recente CONTAGION, o filme deixava-nos presos à cadeira e em suspense até ao final. Visto hoje não sei se continuará a ser eficaz, mas quando o vi em 1977 era um bom exemplo do género. 

A título de curiosidade, este foi o primeiro e último filme onde duas bombas cinematográficas, Sophia Loren e Ava Gardner, partilharam o cartaz.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES da Disney


Natal de 1976. Finalmente consegui ver este famoso filme de animação e adorei. Durante anos ouvi os meus pais e avós falarem dele, mas o filme teimava em ser reposto. Lembro-me de ir com os meus avós maternos ao Coliseu ver um filme com o mesmo nome, mas só depois da sessão começar é que eles perceberam que era outra versão, uma que quase esqueci.

De todas as versões cinematográficas que vi deste conto de fadas, esta continua a ser a melhor e, curiosamente, a mais negra. Nesta altura a Disney não tinha medo de assustar a pequenada e o resultado é brilhante. Por isso esqueçam a Charlize Theron ou a Julie Roberts, a Rainha Má desta produção da Disney é a melhor delas todas e tentem ver esta versão.

Outra memória que tenho desta sessão cinematográfica, foi o facto de os meus pais terem dado dinheiro a um miúdo que estava junto da bilheteira e que não tinha dinheiro para comprar o bilhete. Os meus pais deram-lhe parte do dinheiro e outro casal que lá estava deu-lho o resto. Acredito, que o miúdo deve ter adorado todos os minutos do filme!

UM AMERICANO EM PARIS de Vincente Minnelli


Natal de 1977. No cinema Nimas é reposto este clássico do musical e eu não podia deixar de o ir ver. Assim, lá fui e... fiquei decepcionado.

Esta história de um americano em Paris que se apaixona pela namorada de um dos seus amigos, tinha tudo para me fazer apaixonar. A fabulosa música de George Gershwin, as cores fortes de Minnelli, o talento de Gene Kelly e uma luxuosa produção ao nível do melhor da MGM. Depois tinha Leslie Caron; ela era uma excelente bailarina, mas sempre a achei um pouco irritante. Também o artístico e longo bailado final era demasiado clássico para o meu gosto.

Sei que muita gente considera este um dos melhores musicais da MGM, mas não faz parte da minha lista dos melhores, está mesmo muito longe dela. Voltei a vê-lo mais que uma vez, mas nunca mudei a minha opinião.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

INTRIGA EM FAMÍLIA de Alfred Hitchcock


O último filme do mestre do suspense e o único que vi em estreia no cinema. O filme não estava à altura dos outros títulos do Hitchcock que tinha visto até então e não o achei nada de especial.

Lembro-me que tinha a ver com uma falsa médium e pouco mais. Mais tarde li que era um bom filme de humor negro. Se calhar na altura, em 1977, era demasiado novo para perceber esse tipo de humor.

O PRINCÍPE E O POBRE de Richard Fleischer


Esta versão do romance de Mark Twain tinha um elenco de luxo a dar vida aos personagens, entre eles Mark Lester, que havia encantado multidões como o pequeno OLIVER!, no papel principal.

Eu ia à espera de grandes cenas de espadachim, mas a ideia que tenho é que o filme se preocupava mais com a reconstituição histórica de que com o espírito de aventura que eu tanto desejava.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

UMA PONTE LONGE DEMAIS de Richard Attenborough


Quando vi este filme em 1977, considerei-o um dos melhores filmes de guerra que tinha visto até então. Tal como o título indica, o filme narra um episódio da 2ª Guerra Mundial em que as tropas aliadas perderam a favor dos alemães.

Na década de 70 era habitual reunirem-se elencos de luxo em grandes produções de diversos géneros e este filme é um desses casos. Alguns dos melhores actores da época participam em pequenos ou grandes papéis, dando veracidade aos acontecimentos... ou pelo menos é assim que me lembro.

AEROPORTO 77 de Jerry Jameson


O cinema catástrofe era um género muito em voga nos anos 70, do qual a TORRE DO INFERNO continua a ser o melhor exemplo, e a série AEROPORTO era um dos seus títulos mais conhecidos.

Este era o terceiro filme da série, foi o primeiro que eu vi e era fraquito. Um avião cai no meio do oceano, junto a um abismo aquático, e não há muito tempo para salvar a vida das vedetas convidadas. Algum suspense e algumas boas interpretações mantinham o interesse; o facto de nunca sabermos quem se salva ou não, também ajudava à festa.

sábado, 7 de julho de 2012

MACBETH de Roman Polanski


Em Outubro de 1977, então com 13 anos, tive as minhas primeiras experiências com o vulgarmente chamado “cinema de qualidade”, que é como quem diz cinema mais intelectual e cultural do que o comercial, ou, como eu lhe prefiro chamar, cinema de autor. Durante duas semanas, no Palácio Foz, assiste a alguns filmes de Roman Polanski e Joseph Losey (ver “post” anterior).

Comecemos pelo Polanski, de quem já tinha visto o POR FAVOR NÃO ME MORDA O PESCOÇO (que revi nesta semana). Dele vi dois filmes, O BECO do qual não me lembro de nada e não consegui arranjar o cartaz, e MACBETH. Este era uma sangrenta e fantástica versão do clássico de Shakespeare, com uma forte conotação sobrenatural que na altura me deliciou.

O CRIADO, CERIMÓNIA SECRETA e DOIS VULTOS NA PAISAGEM de Joseph Losey


Deste ilustre realizador nunca tinha visto nada antes deste ciclo no Palácio Foz. Confesso que para um jovem de 13 anos o seu cinema não era o mais indicado, mas a 5$00  o bilhete não podia recusar.

Lembro-me muito pouco destes três filmes, mas recordo-me de ter achado a relação entre o criado e o seu amo em O CRIADO muito suspeita, obsessiva e doentia. Quanto ao CERIMÓNIA SECRETA tinha um elenco de luxo e tratava-se de um drama psicológico. Por fim o DOIS VULTOS NA PAISAGEM era o mais acessível dos três, com a história da fuga de dois prisioneiros e do helicóptero que os persegue.  

Achei a experiência de ver estes três filmes interessantes, mas sinto que, devido à minha tenta idade, me deve ter passado muita coisa ao lado.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

MARY POPPINS de Robert Stevenson


Quando vi este filme aos 13 anos, já tinha uma paixão platónica pela Julie Andrews (até tinha uma foto sua numa moldura em cima da minha mesa-de-cabeceira) e este MARY POPPINS só veio acender mais essa paixão.

Quem não gostaria de ter uma ama-seca como a Mary Poppins, capaz de fazer truques mágicos, transportar-nos para mundos fantásticos e pôr-nos a dançar em cima dos telhados, entre outras coisas. É verdade que o filme é um bocado longo demais e muito moralista, mas tudo isso é compensado pela boa disposição das personagens e das situações e, no final, sabe bem derramar umas lagrimazitas.

Julie Andrews era tão perfeita no papel que, no ano de estreia do filme, ganhou o Óscar de Melhor Actriz. Um pouco de história: Julie aceitou este papel quando os produtores da adaptação cinematográfica de MY FAIR LADY escolheram Audrey Hepburn para fazer o papel que Julie tinha criado com sucesso na Broadway. Curiosamente, os Óscares esqueceram-se de Audrey, que injustamente nem nomeada foi, e deram o Óscar a Julie.

Para além de Julie, o filme tinha em Dick Van Dyke outra grande presença e juntos eram pura magia e divertimento.

Para além do cartaz da primeira reposição do filme que vi, ficam aqui cartazes da estreia em 1965, um deles com excertos de criticas da época.



007 – O AGENTE IRRESISTÍVEL de Lewis Gilbert


Este foi o primeiro filme do 007 que vi e achei-o divertido. A história misturava russos, americanos e umas ogivas nucleares que se perdiam pelo meio.

Roger Moore era um gozado agente secreto e não se levava nada a sério. Também achei graça aos “objectos” postos à disposição do 007, mas o que me ficou na memória foi Jaws, um personagem mau com dentes de aço que voltaria a encontrar-se com o 007 em MOONRAKER.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A BÍBLIA de John Huston


Para uma criança que tinha uma forte educação religiosa, esta super-produção veio dar vida a histórias que tinha lido na Bíblia. O filme era muito mais interessante do que os estudos bíblicos e retratava vários episódios do começo do Mundo.


O meu episódio preferido era o da Arca de Noé, com um divertido John Huston no papel principal. A sequência de Sodoma e Gomorra também era muito boa e mais tarde viria a ver um filme só sobre este assunto.

Recentemente ouvi dizer que Hollywood prepara um novo filme sobre o Noé com Russell Crowe (temo que vá sofrer de muitos efeitos CGI) e, se este tiver sucesso, acredito que os produtores irão buscar mais histórias à Bíblia.


Aqui fica o cartaz de uma das reposições que eu vi e o da estreia em 1966.





A GRANDE PARÓDIA de Gerard Oury e AS AVENTURAS DE ULISSES de Franco Rossi


No primeiro Louis de Funes e Bourvil tentam ajudar uns soldados ingleses a escaparem aos nazis. Provavelmente devo ter-me rido, mas não me lembro de nada.

Apesar de ter sido feito para a televisão, esta versão da ODISSEIA de Homero teve direito a estreia nos cinemas por cá. Na televisão já tinha visto a versão cinematográfica com Kirk Douglas no papel de Ulisses e a ideia que tenho é que este “filme” não adiantava muito em relação a esse. A verdade é que na minha memória confundo os dois. 






quarta-feira, 4 de julho de 2012

AMOR SEM BARREIRAS – WEST SIDE STORY de Robert Wise e Jerome Robbins


Meu Deus, como gostava de saber dançar como os Jets ou como os Sharks! Este foi o pensamento que tomou posse de mim da primeira vez que vi este musical e nunca mais se foi embora. Em casa bem que tentei imitá-los, mas os resultados ficaram muito, mesmo muito aquém, mas ainda hoje gosto de tentar imitá-los.

Quanto ao filme, é um dramalhão musical onde os papéis principais são interpretados por actores cujas vozes foram dobradas na parte das canções. Para além da interessante partitura de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim, com canções como “Maria”, “Tonight”, “America”, “Somwhere” e “Cool”, o melhor são os números dançados. Nesse aspecto este é um dos melhores musicais da história do cinema. Vejam “Cool” ou “America” e não acredito que não fiquem contagiados. Eu continuo a ficar!

O filme estreou no Monumental em 1963 e eu vi-o nesse cinema em reposição em 1977. Ficam aqui os cartazes das duas ocasiões.


UMA NOITE NA ÓPERA de Sam Wood


Julgo que este foi o primeiro filme dos Irmãos Marx que eu vi e foi amor à primeira vista. Aqui os manos vão ajudar dois jovens cantores de ópera a ter o sucesso que merecem.

Uma das mais famosas sequências da história do cinema cómico tem lugar neste filme. Na apertada cabine de um barco, Groucho descobre que dentro da sua mala de viagem em vez de roupa tem três pessoas; para ajudar a festa várias pessoas começam a entrar na cabine com resultados hilariantes.

O filme é um clássico do género e é uma pena que já nem a nossa televisão nem as nossas salas de cinema exibam filmes como este. Ficamos todos a perder.