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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O SUBSTITUTO (Detachment) de Tony Kaye


Henry Barthes é um professor substituto que salta de escola em escola, evitando contacto humano com os colegas e alunos. Na nova escola onde vai leccionar, os alunos são problemáticos, os professores impotentes e os pais ausentes, mas é aqui que ele vai sentir alguma coisa, para o que muito ajuda uma jovem prostituta que se cruza no seu caminho.

14 anos depois do extraordinário AMERICAN HISTORY X, chega-nos um novo filme de Tony Kaye e, mais uma vez, estamos perante um filme poderoso e incapaz de deixar os espectadores indiferentes. Kaye mostra-nos um mundo real, onde as novas gerações se sentem completamente perdidas e com dificuldade em sentir alguma coisa, onde as gerações mais velhas se sentem incapazes de os ajudar ou pura e simplesmente não querem saber ou desistiram de o fazer. O filme é cru e brutal, conseguindo criar uma sensação de  angústia que custa a abandonar-nos. Por outro lado, também nos demonstra que há vidas bem piores que as nossas e isso dá-nos algum reconforto.

O elenco é notável! Desde os principais aos secundários, todos são extremamente convincentes nos seus papéis. Adrien Brody, de quem não sou grande fã, é excelente como Henry e não me admiraria de o ver entre os candidatos aos Óscares deste ano (se bem que o filme estreou nos “states” faz já muitos meses). Sami Gayle é uma verdadeira revelação como a jovem prostituta e Betty Kaye, como a aluna artística incompreendida por todos, é dolorosamente real. Uma última palavra para o veterano James Caan, brilhante como um dos outros professores.

No fim do filme, um amigo meu disse que o mesmo era “assustadoramente real!” e não podia estar mais certo. Mas apesar da sua fotografia “suja” e de ser de visão dura, este filme deve ser visto por todos, mas principalmente por pais ausentes, professores e alunos. Uma das grandes e mais fortes estreias deste ano! Classificação: 8 (de 1 a 10)


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