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domingo, 23 de setembro de 2012

MOTELx 2012 - OS FILMES QUE EU VI


Esta edição do Festival, a 6ª, foi aquela em que vi mais filmes. No entanto, isso não quer dizer que tinha sido o ano em que vi melhores filmes, muito pelo contrário. Provavelmente escolhi mal os filmes, mas com a excepção de um ou dois títulos, vi aqueles que mais me despertaram o interesse.

Comecei com o REC 3: GENESIS, um divertido filme que inaugurou esta edição do MOTELx com muita excitação e gargalhadas. Sem dúvida, um começo auspicioso. Infelizmente, não voltei a sentir esse espírito festivaleiro com mais nenhum filme. Dos outros que vi, quatro (a excepção foi o THE BUTTERFLY ROOM) tinham em comum o facto de as suas histórias demorarem a arrancar e a acção se arrastar sem grande emoção ou suspense. Das duas, uma, ou a acção dos filmes custa mesmo a começar ou então sou eu que estou a ficar mais impaciente. Uma coisa é verdade, não me lembro de, nos anos anteriores, ter que lutar contra o sono enquanto via os filmes.

Mas aqui fica um pequeno apontamento sobre cada um dos filmes que vi, com excepção do REC 3, sobre qual me debruçarei quando estrear no nosso circuito comercial.

THE BUTTERFLY ROOM de Jonathan Zarantonello - um interessante thriller de terror que marca o regresso em grande de Barbara Steele. Para além desta rainha do género, do elenco fazem parte outras famosas "scream queens": Heather Lagenkamp, P. J. Soles, Camille Keaton, Adrienne King e Erica Leerhsen. No final do filme houve uma breve troca de ideias com o realizador, principalmente sobre qual era o verdadeiro assunto do filme. Após algumas ideias do público (fui demasiado tímido para intervir e dar a minha opinião), o realizador revelou, para nossa surpresa, que o assunto base é o sexo!!! Para mim, este foi a aposta mais interessante deste ano.

LIVIDE de Alexandre Bustillo e Julien Maury – vindo de França, numa cópia inacabada em termos de efeitos especiais, é um filme estranho, com uma fotografia tão escura que, ao fim de poucos minutos, já estava cansado de tentar perceber o que se passava no ecrã. A história não faz muito sentido e tive que lutar contra a sonolência. Visualmente tem algumas coisas interessantes, mas parece-me que os realizadores queriam fazer um filme de culto e estes não se fazem, acontecem.

EMERGO de Carlos Torrens (também conhecido como APARTMENT 143) – um primo do PARANORMAL ACTIVITY, mas de produção espanhola, embora falado em inglês. Um apartamento assombrado, uma família problemática, uma equipa de parapsicólogos descrentes. O filme tem mais humor, nalguns casos talvez acidentalmente, do que essa série e o elenco não é tão eficaz. Mas prega um ou dois cagaços e, no final, um pequeno calafrio.

THE TALL MAN de Pascal Laugier - antes do filme começar, o seu realizador avisou que o filme era difícil de catalogar dentro de um género específico. Assim, temos um misto de filme de terror, drama, mistério, thriller... No fundo é um conto moral. O filme é pouco ou nada emocionante, mas é intrigante e pouco previsível. O elenco também é bastante convincente. Sem dúvida uma aposta estranha que nos prende a atenção.

THE PACT de Nicholas McCarthy – o filme tem um ambiente tenso e uma ou duas sequências arrepiantes, mas custa a arrancar. Não percebi o seu título (ou então estou mais burro do que aquilo que penso) e tem muitas pontas soltas.

Para a 7ª Edição do MOTELx, espero ver mais e melhores filmes. Independentemente da qualidade dos filmes, adoro este Festival e felicito toda a equipa que o torna possível. Para eles o meu grande OBRIGADO!








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