Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

A IMAGEM DO MEDO de William A. Fraker


No dia 17 de Janeiro de 1976, tinha então 11 anos, os meus pais levaram-me pela primeira vez a uma sessão da meia-noite (fui eu que lhes pedi e eles lá arrastaram os meus primos que tinham carro) e a escolha foi este filme de terror psicológico.

Nunca me vou esquecer da excitação que senti e o filme ficou para sempre gravado na minha memória. Não sei se comecei a ter medo de bonecos por causa deste filme ou se já tinha, a verdade é que há uma cena assustadora que ainda hoje, quando me recordo dela, me causa arrepios. Uma estranha jovem está sozinha no seu quarto, onde conversa com um boneco de trapo negro e, ao irritar-se com este, atira-o para os pés da cama; segundos depois ele levanta-se... Fiquei cheio de medo com esta cena e nunca mais olhei para bonecos da mesma maneira. 



O PROTESTO de Richard Rush


Este foi o meu primeiro filme de carácter politico e, já nessa altura e apesar de ser uma comédia, lembro-me de que não gostei. Infelizmente, não me recordo quais eram as “más ideias” que o cartaz prometia.

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

A NINHADA de David Cronenberg


Estreado em 1979, este foi o meu primeiro Cronenberg e fiquei logo a gostar do trabalho do senhor (isto antes de ele se tornar um cineasta “sério”).

Um grupo de crianças filhas da raiva, espalham o medo e a morte, num bem conseguido filme de terror, com boas interpretações e excelentes momentos de suspense. 








SEMENTE DE TAMARINDO de Blake Edwards


A minha muito querida Julie Andrews estava de volta ao grande ecrã e num filme novo. Podia lá perder isto!

O filme era um drama de espionagem que não acabava muito bem e onde, pecado dos pecados, ela não cantava. Mesmo assim gostei de a voltar a ver no cinema.

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

A PRAGA DOS DEUSES de Bert I. Gordon


Baseado numa novela de H. G. Wells, este filme de Bert I . Gordon, um especialista no género de animais e pessoas de tamanhos fora do normal, estreou em 1978 e lá convenci os meus pais a levarem-me a vê-lo.

O cartaz alimentava a minha imaginação e claro que o filme não estava à altura. Mesmo assim gostei dos ratos gigantes, bem como das galinhas. Era divertido e o elenco não era mau. Uns anos mais tarde apareceu uma nova versão com formigas, de que vos falarei noutra altura.









ESPIÕES de Irvin Kerhsner


Aqui está mais um exemplo de um filme de que não me lembro de nada, a não ser que o vi no cinema. 


Domingo, 18 de Dezembro de 2011

O VAMPIRO NEGRO de William Crain


Se não tivesse sido a comédia ABBOTT E COSTELLO E OS MONSTROS, onde Bela Lugosi fazia de Drácula, este teria sido o meu primeiro filme de vampiros. Vi-o com os meus pais numa sessão da meia-noite no extinto cinema Lumiar.

Na altura não fazia a mínima ideia que este filme fazia parte de um sub-género conhecido como “black exploitation”, onde um elenco predominantemente de actores negros recreava “filmes de brancos”. Neste caso era uma versão inspirada no Drácula, aqui com um distinto William Marshall a fazer de Blacula.

Apesar de o  ter visto em 1976, recordo-me de muitas coisas. Do início onde Drácula transforma Marshall em Blacula e da rapidez com que as vítimas se transformavam em vampiros, entre estas um par de gays muito bichas.


TARAS BULBA de J. Lee Thompson


Aqui está mais um exemplo de um filme que vi em reposição (o filme é de 1962) quando era puto e que, apesar de lhe ter dado 6 estrelas, não me recordo praticamente de nada. Tenho uma vaga ideia de lutas e lembro-me de achar o Tony Curtis giro.









MISSÃO IMPOSSÍVEL: OPERAÇÃO FANTASMA (Mission: Impossible – Ghost Protocol) de Brad Bird


O agente Ethan Hunt é erradamente acusado de um atentado ao Kremlin e cabe a ele e à sua equipa provar o contrário. Em simultâneo têm que conseguir parar um louco que quer provocar uma guerra nuclear entre a Rússia e os EUA.

Brad Bird, o realizador dos excelentes filmes de animação da Pixar THE INCREDIBLES e RATATOUILLE, estreia-se aqui nas longas metragens “reais”  e o resultado é o melhor filme de acção dos últimos anos. Esqueçam os anteriores filmes desta série, este é sem dúvida o mais bem conseguido, o mais empolgante, o mais imaginativo e onde o sentido de humor é mais apurado. O filme prende-nos desde o início até ao emocionante clímax, com algumas fantásticas sequências pelo meio, a melhor delas a que se passa no Dubai – ver para crer! Nesta cena existem umas luvas deliciosas ao nível dos melhores filmes de animação.

Quanto ao elenco, não podia estar melhor e todos têm chance de brilhar. Tom Cruise volta à boa forma, Paula Patton é uma “bomba” sexy, Simon Pegg é um divertido “informático”, Jeremy Renner não se leva muito a sério e Michael Nyqvist é um vilão a sério.

Uma excelente surpresa e obrigatório para os fãs de cinema de acção! Divertido e excitante, são duas horas muito bem passadas no cinema. Classificação: 8 (de 1 a 10)


Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

HELLO, DOLLY! de Gene Kelly


No dia em que fiz 11 anos de idade, a minha mãe e avó levaram-me ao cinema a ver um filme que ficaria para sempre na lista dos meus favoritos.

Lembro-me tão bem como se fosse ontem do que senti ao ver pela primeira vez este musical. Acho que posso dizer que fiquei apaixonado pela música, pela coreografia, pelo elenco e a Barbra Streisand tornou-se uma das minhas actrizes preferidas. Não houve nada no filme que eu não gostasse. No final do número “Put On Your Sunday Clothes”, também conhecido pelo “baile da estação”, virei-me para a minha mãe e disse que queria ir ver o filme outra vez; o que aconteceu uns dias depois. Na verdade, aconteceu muitas vezes depois; este é o filme que eu vi mais vezes no cinema e adorava revê-lo num gigantesco ecrã de 70mm, com som estereofónico total.

Deixo-vos aqui os cartazes da reposição no Condes e o programa desse cinema, bem como cartazes da estreia no Natal de 1969 no cinema Tivoli.



















O DIA DA MÃE de Charles Kaufman


Este filme esteve durante meses anunciado para o cinema Éden e o delicioso cartaz sempre me despertou a curiosidade. Quando o filme finalmente estreou em 1983, fui logo vê-lo e tive uma agradável surpresa.

O seu humor negro era refrescante e o facto de não se levar nada a sério diferenciava-o de outros filmes do género. 











Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

MASSACRE NO TEXAS de Tobe Hooper

Quando o filme estreou em Lisboa, não fazia a mínima ideia do que tratava e, apesar de guardado o cartaz, pensei que era mais um filme com um psicopata à solta. Anos mais , vi-o pela primeira vez numa sessão da meia-noite e fiquei fã.

Este é talvez um dos mais fortes filmes de terror que vi até hoje. Com uma atmosfera doentia e personagens histéricos, o filme consegue transmitir uma sensação de mal estar que fica connosco mesmo depois do filme terminar.

Quando o vi, ia acompanhado de um amigo e da sua irmã; no final do filme ela estava completamente de rastos, fartou-se de me insultar por a ter levado a ver o filme e de me perguntar como é que eu podia gostar de um filme tão pervertido. A resposta à sua pergunta, é que o filme consegue aquilo que se propõe, chocar a audiência e fazer-nos sentir na pele o pesadelo das vítimas e a demência dos “assassinos”.


PAPILLON de Franklin J. Schaffner


Se a memória não me falha, este foi o primeiro filme que vi com o Steve McQueen e com o Dustin Hoffman, que se viria a tornar um dos meus actores preferidos.

Quando vi este filme tinha 10 anos, o que quer dizer que talvez fosse demasiado novo para o perceber. Mesmo assim lembro-me de que gostei e que achei imensa graça ao facto do Papillon (ou seria o personagem do Hoffman?) esconder o dinheiro no seu ânus. Por outras razões, achei fascinante a sequência em que um prisioneiro gay acaricia um outro prisioneiro (tenho ideia de uma flor envolvida na cena).

Para terminar, partilho convosco o meu programa do filme e o cartaz da estreia em Lisboa em 1975.











Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

A NOITE DO TERROR RASTEJANTE de Jeff Lieberman


Quando isto estreou em 1978, fiquei logo fascinado com o cartaz e ainda mais quando vi as fotos no Apolo 70. Claro que insisti com os meus pais para me levarem a vê-lo, mas antes disso acontecer, fomos ver um musical ao Apolo 70 numa sessão da meia-noite (nessa época isso era possível) e o meu pai perguntou ao porteiro que tal era o filme de terror e que eu queria ir vê-lo. Para minha tristeza, o porteiro disse que nunca tinha visto um filme tão impressionante em toda a sua vida  e que, mesmo acompanhado com os meus pais, não me deixava entrar.

Aborrecido e a odiar o porteiro, tive que esperar alguns anos para conseguir apanhar o filme numa sessão da meia-noite. Como já era de esperar, não achei o filme assim tão impressionante, se  bem que as cenas das minhocas a entrarem na pele das pessoas estavam muito bem feitas. Seja como for, não é aconselhável a quem tenha pavor de vermes e outros criaturas rastejantes.



A VIAGEM de Vittorio de Sica


Não me parece que este dramalhão romântico com o par Loren/Burton fosse o mais adequado para um puto de 10 anos ir ver, mas a minha mãe não achou o mesmo e lá fomos ver o último filme do De Sica, que eu não fazia a mínima ideia quem era.

Lamento, mas tenho que confessar que não me lembro de nada relacionado com este filme.

Para além do cartaz, fica aqui também o programa do São Jorge e respectivo bilhete.