Para um puto solitário como eu o Cinema foi um escape que me deu, e continua a dar, muitas horas de prazer, bem como algo que me ajudou no meu crescimento. No fundo, um amigo de coração. Sobre esta minha relação íntima com o Cinema escrevi uma crónica que podem ler neste link http://www.jorgeplace.com/CineLisboa/Cronicas/CinemaSalvaVidas.htm
Domingo, 20 de Março de 2011
Segunda-feira, 14 de Março de 2011
CINEMA FANTÁSTICO INVADE SALAS DE LISBOA
Esta semana o cinema fantástico invadiu Lisboa. No cinema Londres decorreu a 2ª Mostra Syfy, que este ano não frequentei, e no circuito comercial estrearam quatro filmes do género. Desses só não fui ver o ÉPOCA DAS BRUXAS; o seu trailer promete muito CGI e explosões e pouca bruxaria, depois logo o vejo em DVD.
OS AGENTES DO DESTINO (The Adjustment Bureau) – David é um jovem candidato ao senado que conhece Elise, uma jovem bailarina, no dia da sua derrota. Os dois apaixonam-se, mas David é avisado por um estranho grupo de homens (acabadinhos de sair da série MAD MEN e todos com muito bom ar) que não a deve voltar a ver. Mas o destino quer que eles se reencontrem e vão ter que arriscar tudo para poderem ficar juntos. Baseado num conto do mestre da ficção-científica Philip K. Dick, este curioso filme fantástico, tem uma história original, que se segue sempre com interesse e é dirigido com humor e ritmo pelo estreante George Nolfi. Este demonstra também que, para se fazer um bom filme do género, não é necessário explosões, efeitos especiais espectaculares, cenas de acção alucinantes ou CGI; uma boa história e um bom elenco são mais do que suficientes. Por falar em elenco, a química entre Matt Damon e Emily Blunt (que nunca esteve tão bonita) é imediata e explode no ecrã com uma força arrebatadora que faz lembrar as grandes histórias de amor. Quanto aos “agentes do destino” estes são interpretados com estilo por Anthony Mackie, John Slattery e Terence Stamp. Dispensava a mensagem moralista, mas felizmente essa não estraga o filme. Classificação: 6 (de 1 a 10)
O RITUAL (The Rite) – O Vaticano tem um curso especial para exorcistas e, Michael Kovac, é um céptico seminarista americano que é enviado para o mesmo. A fim de lhe fazerem mudar as ideias, ele conhece o Padre Lucas, um exorcista pouco ortodoxo, e torna-se seu assistente, algo que vai pôr à prova as suas crenças. De todos os tipos de filmes de terror, os cuja acção se desenrola à volta de espíritos sempre foram aqueles que mais me assustaram, sendo o melhor O EXORCISTA. Esta nova abordagem ao assunto não é muito eficaz, faltando-lhe emoção e alma, mas mesmo assim ainda consegue causar alguns arrepios. A história é previsível e o jovem Colin O’Donoghue, com o seu ar de top-model, não me convenceu como Michael; quanto a Anthony Hopkins, isto é o tipo de coisa que ele faz com “uma perna às costas”. Se puderem, vejam antes O EXORCISTA. Classificação: 4 (de 1 a 10)
AS MÚMIAS DO FARAÓ – AS AVENTURAS DE ADÈLE BLANC-SEC (Les Aventures Extraordinaires d’Adèle Blan-Sec) – Enquanto Adèle procura uma múmia no Egipto, a fim de a ressuscitar e assim curar a sua irmã, em Paris nasce um pterodáctilo que semeia o medo pela cidade. Claro que ambas as histórias se vão fundir. Nunca li os livros desta banda desenhada, portanto este filme foi a minha introdução ao universo de Adèle e não fiquei fã. Luc Besson dirige um disparatado filme de aventuras fantásticas, demasiado longo e cujo humor raramente me fez sorrir. Para estas fantasias serem minimamente credíveis, é necessário personagens reais, de carne e osso, que nos façam acreditar no que se está a passar. Aqui todas as personagens são demasiados caricaturais, não havendo uma única com quem nos possamos identificar, nem mesmo o simpático Andrej Zborowski (interpretado por um giraço de nome Nicolas Giraud). Nem sequer existe um vilão de jeito! Quanto a Louise Bourgoin como Adéle, tem um ar irritante e arrogante (se calhar a personagem é mesmo assim), em nada contribuindo para o bem do filme. E eu que até costumo adorar estas coisas... Classificação: 2 (de 1 a 10)
Sábado, 12 de Março de 2011
RECORDAR TARZAN
Ainda se lembram do Tarzan? Aquele gajo musculado que saltava de liana em liana, andava de elefante, dava um famoso grito, tinha uma amiga chamada Cheetah, lutava com crocodilos e leões, e tornou célebre a frase “Me Tarzan you Jane”?
Eu escrevi sobre esse desnudado senhor no meu site: http://www.jorgeplace.com/CineLisboa/Cronicas/Tarzan.htm
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